quarta-feira, 31 de julho de 2013

Na noite mais escura...

Jó zombado pela mulher 
by Gioacchino Assereto


Estava lendo a notícia, que já se espalhou no mundo tradicionalista, de que Bergoglio teria proibido a Ordem dos Franciscanos da Imaculada de continuar celebrando a missa do motu proprio, e me deparei com esse belo e consolador texto de Dom Ruotolo, a quem São Padre Pio chamava de Santo em vida, dizendo aos napolitanos que o procuravam: "Por quê vinde a mim se tende Dom Dolindo em Nápoles? Procurai-o, ele é um santo!". Bom, eleainda é Servo de Deus, diferentemente de uns e outros que se tornaram "santos da neo-igreja" sem processo e sem um milagrinho sequer. De qualquer forma, e em resumo, ele foi processado pelo Santo Ofício e suspenso uma pá de vezes antes de ser definitivamente reabilitado em 1937, pois suas "conversas" com Jesus (e santos) seriam a "semente" do que se realizaria através do Vaticano II, do qual muitos o alardeiam com um precursor... Well, meu bom diretor espiritual diz que não importa muito quem diz, mas o que diz, e por isso vou publicar. 



A QUEM CHORAR


 Muitas vezes, mesmo os amigos mais próximos nos viram as costas sem compreender nem compadecer-se do sofrimento alheio. Somente Deus nunca nos abandona. O Santo Jó, não obstante tenha perdido tudo, bens materiais e saúde, sem ter culpa, sofreu a incompreensão dos amigos, o que o fez sofrem mais do que a própria doença e da própria pobreza. Foi por isso que pronunciou a famosa frase: “Meu olho chora volvido para Deus”, que no majestoso latim da antiga Vulgata soa assim: “Ad Deum stillat oculus meus”. Nos momentos de dor e sofrimento, apenas Deus pode nos consolar, como um pai consola seu filhinho que chora. Dom Dolindo Ruotolo escreveu belíssimas meditações sobre as Escrituras Sagradas. Eis como comentou a frase de Jó, "Ad Deum stillat oculus meus":
“Por quê nos angustiamos tanto? Volvemos os olhos aos Senhor com confiança, pois não é sobre a terra Sua consolação, mas no Céu. Apenas Deus nos conhece, somente Deus pode compadecer-Se de nós, somente Deus pode nos consolar. Os homens sobre a terra são verbosos, só sabem dizer palavras, só podem dizer palavras, muitas vezes irritantes mesmo querendo torná-las consoladoras. Nosso olhos lacrimeje apenas a Deus: Ad Deum stillat oculus meus. Como é bonita essa frase de Jó! Chore a Deus este olho que não pode ser saciado por nenhuma visão terrena, estile a Deus, pois não pode encontrar um pai mais terno do que Ele, estile a Deus depositando em Seu coração, junto com as lágrimas, a angústia, a confiança, o amor, a esperança, a união perfeita à Sua vontade: Ad Deum stillat oculus meus! Os anos passam, o caminho que percorremos não conhece o retorno sobre esta terra, tudo muda ao nosso redor, somente Deus permanece, como nossa única esperança: Ad Deum stillat oculus meus! Nossa testemunha está no Céu! De fato, Deus conhece a nossa fragilidade e dela se compadece; conhece as nossas misérias e as perdoa quando nós recorremos à Sua misericórdia com sincero arrependimento; conhece a condição de nossa peregrinação e nos ajuda. Que conforto nos traz, quando as criaturas irrompem contra nós e nos julgam mal, pensar que nossa testemunha está no Céu e que Deus nos conhece! Ó! O Senhor nunca deixa vã nossa esperança, e quando tudo nos parece perdido, intervém Ele para nos defender e para fazer luz nas trevas. (...) Repitamos com Jó, quando as tempestades são mais ferozes: Ad Deum stillat oculus meus.”

[extraído de “La Sacra Scrittura”, Volume IX, Jó; por Dom Dolindo Ruotolo].

Visto em: http://cordialiter.blogspot.com.br/2013/07/circa-frati-dellimmacolata.html. Artigo sobre os Franciscanos da Imaculada que foram proibidos por Bergoglio de celebrar a Missa do Motu Proprio. 

Tradução: Giulia d'Amore. 




segunda-feira, 29 de julho de 2013

O cérebro vadio das vadias: a indomável opção pelo nada.

                                           

Sidney Silveira

Há uma escala na relação da inteligência com as coisas — que pode ir da compreensão extática de elevadas verdades até a mais agônica recusa do ser, quando as convicções de uma pessoa se tornam impermeáveis a todas as evidências em contrário. Neste caso, a alucinação ganha contornos sistêmicos e é quase impossível sair da ciclofrenia, ou seja: da loucura circular que até pouco tempo os manuais de psiquiatria chamavam de psicose maníaco-depressiva. Em situações tais, as certezas do indivíduo transformam-se na expressão cabal de um delírio. Então, o caminho apresenta-se desimpedido para que o afastamento da realidade se dê em progressão geométrica, até gerar taras e monomanias de todos os tipos possíveis e inimagináveis.

Interessa-nos aqui mencionar o que chamaremos de delírio político, caracterizado por um estado crepuscular frenético no qual o sujeito sonha de olhos abertos, projetando sobre a coletividade um falso ideal que não é outra coisa senão a tentativa de moldar tudo e todos à imagem e semelhança de sua própria perda do senso comum. Neste quadro, é completa a irredutibilidade da convicção delirante a qualquer tentativa de dissuasão. O sujeito constrói a sua visão do mundo a partir dos destroços de si próprio, e nestes casos não há psicotrópico ou remédio de tarja preta que dê jeito, pois o problema não é clínico. É espiritual, noético. O alucinado amansa, é claro, porque o medicamento atua sobre o sistema nervoso central, mas continua sem manter contato com a realidade dos valores que conformam a sua humana condição.

Traço típico da personalidade do delirante político é forjar analogias entre situações essencialmente distintas, sem ter a menor noção de que se trata de uma petição de princípio, ou seja, do ato de inserir indevidamente a conclusão nas premissas de que parte. Para tanto, o delirante conta com o terrível auxílio de dois fatores: a hipertrofia da sensibilidade, que pode levá-lo a histrionismos patéticos, e a intransigência autoritária típica dos estados paranóicos, nos quais qualquer objeção é rejeitada instintivamente — e o objetor, tido como inimigo a ser desqualificado a qualquer custo. O delírio torna-se sistema vital gerador da incrível e absurda coerência entre as idéias-fixas que o modelam e a conduta do sujeito.

O Brasil das “manifestações” — termo eufemístico que serve de antolhos para o delirante político não ver os crimes que, direta ou indiretamente, comete ou apóia — tem dado mostras veementes de como esse tipo de personalidade brutal, insana, tornou-se endêmica. Na prática, o caminho para chegarmos à presente situação foi palmilhado por décadas de desinteligência daquilo que alguns filósofos medievais chamavam desaluberrima veritas, ou seja: o núcleo de verdades constituintes da essência humana. Não existe nenhum exagero em dizer que há cinqüenta anos estamos sendo educados para o desespero, e o desespero é a indomável opção pelo nada.
As marchas das vadias são um dentre tantos retratos de que, no Brasil atual, delírios megalômanos, pretensiosos e de maligna puerilidade ganharam voz “política”. Nestes eventos vê-se algo insólito, levando-se em conta toda a história humana: pessoas a ostentar publicamente a própria depravação como um troféu — circunstância reveladora de que, em suas pobres almas, a vaidade alcançou estranho e superlativo grau. Em breves palavras, este é o signo distintivo de um peculiar transtorno da personalidade, no qual a referência tirânica ao próprio umbigo vira bandeira social, tendo como adereço publicitário suplementar algumas tetas murchas, de espontânea feiúra. Coerentes e fiéis às premissas hedonísticas que lhes servem de sustentáculo, essas criaturas têm da liberdade uma erudita concepção vaginal-peniana, e também anorretal.
Para o bem de todos e felicidade geral da nação, alguém poderia prendê-las por vadiagem cerebral explícita. Mas não apenas por isto, é claro: os vários delitos constantes do Código Penal cometidos por elas em eventos dignos de enrubescer um Calígula — enquanto, com funesta benemerência, a grande imprensa as chama de “manifestantes” — já há tempos ultrapassaram os limites suficientes para o Ministério Público denunciá-las. Desta vez, com a naturalidade cênica de quem tira meleca do nariz, à luz do dia essas vadias enfiaram crucifixos nas suas asseadas vaginas, como também os introduziram amavelmente nos gulosos ânus dos seus companheiros de utopia. Quebraram símbolos religiosos, berraram palavrinhas de ordem, simularam masturbação com a cabeça da imagem de Nossa Senhora e levaram a cabo (e pelo cabo) outras de suas lúdicas atividades, por acaso contrárias à lei.

A devoção à imbecilidade é a religião dessas meninas-moças. Religião que se propaga como rastilho de pólvora numa sociedade psicótica, ao mesmo tempo em que representa a narcolepsia social em forma de coletivismo anárquico.

Como se vê, o gigante brasileiro acordou. Pena que era um demônio de quinta categoria.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Construção da Capela Cristo Rei. Ipatinga-MG.


Estimados irmão (as),

Viva Cristo Rei!

Graças a Deus, depois de muita luta, conseguimos zerar as dívidas feitas na construção da Capela.  Este era nosso objetivo.

Agora devemos levar em frente a obra e para isto precisamos da ajuda de todos. Vamos trabalhar por etapas e em cada etapa estabeleceremos metas. Temos por objetivo a partir de agora trabalhar com mais segurança para não passarmos pelos mesmos apertos que passamos recentemente. 


Os próximos passos que daremos na construção serão:

1-      Terminar as instalações elétricas.
2-      Fazer dois banheiros.
3-      Dar acabamento na parte de fora da capela.
4-      Colocar bancos ( provisórios).

Para conseguirmos fazer o planejado precisamos conseguir algo próximo de R$ 4.500. Nós de Ipatinga não damos conta de arcar com todos os gastos, o dinheiro que conseguimos levantar todos os mêses não são destinados apenas a capela, investimos também em missões, no pré-seminário e nas visitas dos sacerdotes. Sendo assim faz-se muito necessário a ajuda de outros.

Pedimos aos leitores que nos ajudem com orações e com recursos financeiros, evidentemente dentro da realidade de cada um. Enquanto existir crise na Igreja haverá “estado de necessidade” e sendo assim precisaremos de capelas católicas para nos refugiar. Capelas dignas para gloria de Deus.

Felizmente, mesmo inacabada, a Capela Cristo Rei tem dado bons frutos. Precisamos corresponder a bondade de Deus sendo generosos com Ele.

Por caridade, nos ajudem. Envie um e-mail para associacaosantoatanasio@gmail.comque daremos os dados de depósitos e os devidos agradecimentos.

Salve Maria!
Bruno Cruz



terça-feira, 23 de julho de 2013

“Momento Delicado”, por Ir. Joaquim Daniel Maria de Sant’ana, FBMV.

fonte: http://fbmv.wordpress.com/2013/07/21/momento-delicado-por-ir-joaquim-daniel-maria-de-santana-fbmv/


Desde o Capítulo de julho de 2012 um princípio contraditório se introduziu no seio da FSSPX: pode-se conservar e transmitir a fé na sua integridade, ao mesmo tempo se submetendo à Roma conciliar. A palavra mágica que fascina e turva a realidade da armadilha é “garantias”: Roma dá garantias, a Tradição Católica se mantêm e se desenvolve, Roma continua como ela é[1].
Mas se é assim, para que esse tão falado e ocultado “preâmbulo doutrinal”? Se a Roma conciliar continua como ela é, então cada um com a sua doutrina, as garantias resolvem tudo. E, no entanto, nós sabemos a que excessos se chegou com a declaração doutrinal de abril de 2012. A“compreensão comum da fé”[2], que só se resolvia pela troca constante de óculos, é uma pedra de escândalo que fez ruir o edifício de confiabilidade das autoridades da FSSPX.
Além disso, termos como “acordo”, “reconhecimento” ou “normalização canônica” não nos devem fazer esquecer de que se trata de uma submissão à autoridade. Não são duas potências que realizam um acordo diplomático onde cada uma das potências assume direitos e deveres conservando integralmente sua soberania. Trata-se aqui de uma congregação religiosa frente ao poder supremo da Igreja. Trata-se do Vigário de Jesus Cristo diante de seus súditos. São os súditos que julgarão do cumprimento ou não das garantias?[3]
Esta novidade é uma bomba-relógio que desarmará a pequena cristandade resistente, tornando-a vulnerável a outras bombas bem mais terríveis, as do Vaticano II. Por causa de sua importância estratégica, ela é guardada com grande zelo por todos aqueles que desejam a desastrosa submissão a um pontífice que está a léguas de ser plenamente católico[4]. As circunstâncias adversas podem forçá-los a tudo, contanto que não se renuncie à conquista sutilmente subversiva do Capítulo de julho.
A recente declaração de 27 de junho último é um exemplo representativo desses recuos estratégicos que podem predominar em certas circunstâncias[5]. O texto contêm muitas considerações pertinentes a respeito do Vaticano II e da crise na Igreja, consequência deste, retomando uma linguagem da qual estávamos um tanto desabituados, em se tratando de pronunciamentos oficiais da FSSPX. Mas eis que, chegando ao ponto 11, lemos isto:
“Este amor pela Igreja explica a regra que Dom Lefebvre sempre observou: seguir a Providência em todo momento, sem jamais pretender antecipá-la. Entendemos que fazemos o mesmo, seja que Roma regresse logo à Tradição e à fé de sempre – o que restabelecerá a ordem na Igreja -, seja que ela nos reconheça explicitamente o direito de professar integralmente a fé e de rejeitar os erros que lhe são contrários, com o direito e o dever de nos opormos publicamente aos erros e aos fautores desses erros, seja quem for – o que permitirá um começo do restabelecimento da ordem”.
Sim, como bem observou D. Williamson: “Tenha cuidado. Como diziam os latinos, “o veneno está na cauda”.” A sutilidade foi intensificada, junto com uma preparação doutrinária bem cuidada[6], mas continuamos no atoleiro. Ao invés da simplicidade divina da conversão, base necessária para a confiança na autoridade, e que conduz naturalmente à obediência, temos a alternativa de “um começo de restabelecimento da ordem”, por meio de um reconhecimento explícito do direito de professar integralmente a fé e rechaçar os erros contrários, junto com o direito e o dever de se opor publicamente aos erros e a seus fautores, seja quem for.
Muitas palavras que transmitem uma segurança que só é aparente. Tudo depende do termo “reconhecimento”. Na verdade, têm-se a jurisdição de suplência, em virtude do estado de necessidade que acabrunha a Santa Igreja de Deus desde que suas autoridades se engolfaram nos erros modernistas. Se se troca esta pelo reconhecimento da Roma conciliar, supõe-se o desaparecimento do motivo que nos dava a mesma. Mas o estado de necessidade só pode desaparecer, no mínimo, pela conversão explícita do Sumo Pontífice à integralidade do catolicismo, e neste caso as coisas se passariam facilmente, em toda confiança, e seriam os modernistas que pediriam garantias. E este papa católico, é claro, não as concederia.
Mas eles querem garantias de um papa modernista, servo da Roma conciliar, querem garantias de se opor publicamente aos erros e a seus autores, seja quem for. Então querem que o papa lhes conceda o direito de se opor publicamente aos erros do próprio papa? Seria a normalização canônica mais ridícula da história da Igreja.
O mais triste é que todas essas tergiversações, toda essa ambiguidade compulsiva, tudo isso concorre para prolongar a sedação de muitos descontentes que, há mais de um ano, parecem tentar encontrar algum consolo repetindo a sentença apaziguadora: “Não houve acordo”. Mas como ela não é suficiente, uma declaração como esta poderia fornecer como um complemento necessário: “Finalmente, nada mudou, tudo está como antes”. E então poderia advir um coma profundo.
É nesse momento que devemos recordar as palavras do nosso primeiro papa: “Sêde sóbrios e vigiai (…) resisti-lhe, firmes na fé”, a fé viva e inabalável que afina o discernimento e inspira a ação.
Discernir: primeiro veio o reconhecimento da Missa de sempre. E, ao mesmo tempo, sua limitação e rebaixamento. Depois, o levantamento das excomunhões, que não foi a retirada do decreto, “ato de misericórdia” das autoridades romanas, e os que queriam justiça acabaram agradecendo e cantando um Te Deum. Não seria agora o caso de uma FSSPX reconhecida e limitada a uma reserva “sui generis”, à espera de uma solução “clarificadora”? Em todos estes degraus de descida se discerne a marca da contradição, a contradição que está no código genético de todo liberal.
E uma vez percebido o logro, pelo amor de Deus, que não se espere chegar até o fundo do poço. Numerosa ou não, a Resistência tem as bênçãos do Deus da Verdade. Os que estão organizados, estimulem os que querem se organizar e ajudem os que estão se organizando, e todos, particularmente os que são sacerdotes, busquem na confissão da Fé a graça de agir exatamente conforme os desígnios da Providência.
Ir. Joaquim Daniel Maria de Sant’ana, FBMV.

[1] Mons. De Galarreta, o antigo resistente, entrevistado na Polônia (abril de 2013), declarou: “Claro que o melhor seria que Roma renunciasse aos erros conciliares, regressasse à Tradição e unicamente depois, sobre esta base, a Fraternidade obtivesse automaticamente um status canônico na Igreja. Apesar disto, a realidade nos leva a não fazer depender um eventual acordo de uma grande autocrítica de Roma, mas de uma atribuição de garantias reais pelas quais Roma, tal como ela é, permita à Fraternidade permanecer como ela é(…)”
[2] Pe. Pfluger, em entrevista a Kirkliche Umschau.
[3] O próprio Capítulo de julho responde que não, ao estabelecer entre as condições apenas “desejáveis”, a de possuir tribunais, e só de 1ª instância. Uma vez que se quer o acordo, é inevitável…
[4] O que vai diretamente de encontro à exortação de D. Marcel Lefebvre aos 4 bispos sagrados em 1988.
[5] Em um artigo do ano passado, dizíamos: “Esta (as autoridades da FSSPX), segundo toda a probabilidade, saberá tirar proveito dos resultados do Capítulo, com movimentos calculados e alternados de recuo tático para retomar credibilidade, seguidos de uma nova ofensiva formadora de opinião”.
[6] Onde certamente participaram as cabeças que ainda pensam bem na Fraternidade, como Mons. Tissier e o pe. de Cacqueray. Às vezes a boa fé da boa gente faz um grande mal…

segunda-feira, 22 de julho de 2013

“TRES CORRIENTES”, POR DOM TOMÁS DE AQUINO.


TRES CORRIENTES
por Dom Tomas de Aquino


Tres corrientes están surgiendo en la Tradición desde hace ya algún tiempo.
La primera, fiel a las directivas de Monseñor Lefebvre, continúa diciendo: “No al acuerdo práctico sin la conversión de Roma”. Es la voz del buen sentido de la fe. Esta corriente es maltratada actualmente porque habla y habla, ya que San Pablo nos dijo: “El corazón cree por la justicia, pero la boca confiesa para la salvación” (Rom. 10,11).

La segunda, busca una supuesta « necesaria reconciliación” con la iglesia conciliar. Este es un enfoque contrario al buen sentido, contrario a las directivas de Monseñor Lefebvre así como a las resoluciones del Capítulo general del 2006 que repitió: “No al acuerdo práctico sin la conversión de Roma”.

Esta segunda corriente reposa no en la doctrina sino en la diplomacia y sobre el abuso de autoridad. Diplomacia respecto a Roma, abuso de autoridad respecto a los buenos sacerdotes, amenazados y acosados, respecto a los fieles también, privados de sacramentos.

Una tercera corriente se ubica entre las dos primeras. Esta corriente piensa más como la primera. No cree en esa “necesaria reconciliación”, pero espera y guarda silencio. Esta actitud refleja, en numerosos sacerdotes y fieles, una angustia ante lo que puede sucederles. Solamente Dios conoce los dramas en el seno de las familias, de las comunidades y entre los sacerdotes. Fieles y sacerdotes saben muy bien que si empiezan a hablar en contra de la política de Menzingen, las consecuencias serán brutales, como lo hemos visto ya en México y otras partes: fieles privados de la Santa Comunión, de la absolución, sacerdotes cambiados, expulsados o reducidos a un silencio forzado…

Esta tercera actitud tiende sin embargo a desaparecer, las personas encuentran su lugar ya sea con los primeros, sea con los segundos. Esto porque este comportamiento es inestable por definición, aunque, al menos para los fieles, puede durar mucho tiempo. En Japón las familias católicas guardaron el silencio durante más de dos siglos respecto a su fe. Ciertos fieles guardarán tal vez el silencio por un buen tiempo si se ven amenazados de ser privados de los sacramentos, de las escuelas, etc.

Pero en los sacerdotes y sobretodo en los obispos, esta actitud tiende a desaparecer muy rápido por la elección, sea de la primera posición, sea de la segunda. Monseñor Tissier de Mallerais estaba en la primera corriente cuando escribió con sus cofrades en el episcopado la carta del 7 de abril de 2012 al Consejo general. Su andar era privado pero su pensamiento era conocido. Dio enseguida una entrevista a Rivarol y no escondió su forma de pensar durante las conversaciones con varios sacerdotes. A pesar de esto, su posición seguía siendo discreta.

Pero poco a poco, Monseñor Tissier se fue poniendo en la tercera corriente, la del silencio inestable y lleno de peligros en la hora actual. No solamente Monseñor Tissier guardó un silencio cada vez más prolongado, sino que aconsejó a otros que se callaran. “Cuando los pastores se callan, los perros ladran” le respondió el heroico Padre Chazal.

El lobo está en el aprisco. Hay que gritar. Pero Monseñor Tissier guardó silencio. ¿Por qué? Porque él piensa que la estrategia de Monseñor Fellay tuvo éxito y que finalmente no era tan mala. Pero dejémosle a él la palabra. Se trata de una carta privada del 11 de marzo de 2013. Él es libre de rectificar su forma de pensar, pero he aquí lo que escribió al autor de estas líneas: “La política de la FSSPX hacia Roma, hasta el Capítulo general del 2006 comprendido éste, fue esperar una conversión de Roma antes de buscar una estructura canónica. Pero ésta política ha sido cambiada por Monseñor Fellay en 2011-2012 después de la oposición total revelada por nuestras discusiones con Roma. No se puede esperar ninguna conversión total de Roma. Entonces Monseñor Fellay intentó poner a prueba a Roma sobre nuestra crítica al Concilio. Que Roma acepte al menos que critiquemos el Concilio. Se podía esperar que Roma cedería. Pero el 13 de junio de 2012, Roma (por medio del cardenal Levada) mantuvo la exigencia de la aceptación del concilio como siendo “magisterial” (1). Y Monseñor Fellay no firmó nada rehusándose a aceptar eso. Eso es todo. Monseñor Fellay no firmó nada y no pasó nada y nosotros no fuimos “excomulgados” como nos amenazó el cardenal Levada. Y Benedicto XVI se retiró viendo que él había hecho “todo lo que pudo” para llevarnos hacia el concilio, y no funcionó. Así está las cosas”.

« Entonces, estimado Padre, no le haga la guerra a Monseñor Fellay porque finalmente, en definitiva, la estrategia tuvo éxito: sin romper nada, sin despedazar nada, él mantiene una relación con los Romanos que podrá volver a empezar con el nuevo Papa, sobre una base siempre doctrinal”.

« La política siempre doctrinal »

Como podemos ver, Monseñor Tissier se acerca cada vez más a Monseñor Fellay. Se puede pensar que lo hace para tratar de salvar la Fraternidad, para conservarla unida y ponerla de nuevo sobre el carril sin romperla. Es un deseo loable pero sus efectos son desastrosos. Es demasiado conceder a Monseñor Fellay el decir que “finalmente, en definitiva, la estrategia tuvo éxito”. Si el acuerdo no fue firmado el pasado 13 de junio, es por una maniobra de último minuto del Papa y de Monseñor Fellay que no quisieron ocasionar una división de la Fraternidad ni nuevas consagraciones de obispos tradicionales por Monseñor Tissier. No es la recompensa de una política muy condenable por parte de Monseñor Fellay.

Monseñor Fellay cambió las decisiones del capítulo general de 2006 e impulsó un acuerdo con Roma con un lenguaje más que ambiguo. Él afirmó enormidades que nosotros jamás escuchamos de boca de Monseñor Lefebvre, enormidades que solamente los miembros de Ecclesia Dei son capaces de decir… Y todo eso incluso antes de que un acuerdo fuera firmado. ¿Qué hará él si firma en un futuro?

Si Monseñor Fellay tiene una estrategia exitosa, es la de haber amordazado toda la reacción interna de la Fraternidad. Incluso Monseñor Tissier, tan dotado y tan firme para exponer los errores, las herejías de los Pontífices actuales, se vuelve mudo ante el viraje de 180 grados de la Fraternidad respecto a la decisión del Capítulo general de 2006. Se calla igualmente ante las declaraciones aberrantes de Monseñor Fellay.

Pero, dirán algunos, la declaración del 27 de junio, ¿no pone un punto final a este asunto? ¿Qué espera usted para reconocer que la Fraternidad no ha cambiado nada de su doctrina y de su orientación?

Es verdad que la presencia de Monseñor Tissier junto a Monseñor Fellay puede hacer pensar a primera vista que la base doctrinal que falta a Monseñor Fellay será compensada y que la aceptación de la promulgación legítima de la Nueva Misa, la aceptación del Nuevo Código, la validez de todos los sacramentos de acuerdo al nuevo ritual (incluso la confirmación), etc., ya no estarán en la agenda. Sin embargo, en realidad podemos temer lo contrario, pues la declaración del pasado 27 de junio mantuvo la imprecisión sobre la nueva misa: en ninguna parte se precisó que ésta no fue legítimamente promulgada. En cuanto a los otros puntos de la declaración, ellos exigen un estudio muy atento a causa de las afirmaciones contradictorias de Monseñor Fellay.

Nosotros esperaremos, para creer en el regreso de la Fraternidad a las orientaciones de Monseñor Lefebvre, a que la puerta de los acuerdos sin conversión previa de Roma esté cerrada. Pues si la estrategia de Monseñor Fellay fuera buena, como dice Monseñor Tissier, la misma estrategia podría comenzar de nuevo. No, la puerta no ha sido cerrada. Monseñor Tissier, aprobando así la estrategia de Monseñor Fellay (es decir, “que Roma acepte al menos que critiquemos el concilio”), afirma que él ya no está contra un acuerdo práctico sin acuerdo doctrinal. La declaración del 27 de junio lo dice explícitamente en su artículo 11 donde ella reclama el poder criticar los errores. La conducta de Menzingen respecto a los sacerdotes, a los fieles y a las comunidades amigas, confirma la obstinación del Consejo general de la Fraternidad en esta nueva orientación.

Algunos dicen que Menzingen reconoció haberse equivocado. Eso no es verdad, al contrario. Monseñor Fellay dijo explícitamente que él no reconocía haber cometido ningún error sino el de no haberse dado cuenta de las intenciones del Papa (cf. anexo n°4 de la carta circular a los sacerdotes de la Fraternidad del 31 de octubre de 2012 publicada por truetrad.)


Si Monseñor Fellay lamentara su actitud, todos aquellos que han sido castigados y perseguidos en la FSSPX en estos últimos tiempos por causa de esta crisis, serían felicitados y reintegrados en la Fraternidad.

Pero esto no es todo. Está el nuevo lenguaje del Superior general, que afirma que la libertad religiosa es muy, muy limitada en los textos del Vaticano II; está su declaración sobre el concilio, cuyas doctrinas no son, dijo, lo que pensábamos (cf. entrevista a Monseñor Fellay por CNS el 11 de mayo de 2012); está la respuesta del Consejo general a los tres obispos el 14 de abril de 2012, hay que conservar todo esto en la memoria.

Nosotros esperamos una conducta no ambigua por parte de Menzingen, porque en las cosas de la fe, no hay medias tintas. En las cosas de la fe, no hay mas que dos campos: el de Nuestro Señor y el de sus enemigos. Si Enrique V no quiso una corona porque debía transigir con la Revolución, mucho más nosotros no debemos transigir con los enemigos del Reinado universal de Nuestro Señor.

Se nos dirá que en las cosas humanas, hay que transigir o no veremos jamás el final de esta crisis. A eso respondemos con Monseñor Freppel, que Dios no nos pide la victoria, sino el combate. Soportar las debilidades humanas, sí. Todos nosotros debemos hacerlo. Pero aceptar compromisos doctrinales, no podemos hacerlo. Non possumus.

Que Nuestra Señora venga en nuestra ayuda. Ella posee el más alto grado de horror al pecado y al error. Es este horror lo que pedimos, este horror que es propio de la Inmaculada. Al final su Corazón Inmaculado triunfará y nosotros con Él; es nuestra firme esperanza. Lo esperamos, no por nuestros méritos porque sabemos que no lo merecemos, sino por su bondad maternal. Como dijo Santa Teresita del Niño Jesús: “Pedid, pedid, y Él se los dará, no porque lo merezcáis, sino porque Él es bueno”. Es de la bondad del buen Dios y de Aquella que nos ha dado por Madre que nos atrevemos esperar la victoria final ya prometida. “Al final mi Corazón Inmaculado triunfará”.


Dom Tomás de Aquino


Nota de Monseñor Tissier de Mallerais:
(1) Y Benedicto XVI por su carta a Monseñor Fellay del 30 de junio de 2012.





http://nonpossumus-vcr.blogspot.mx/2013/07/tres-corrientes-por-dom-tomas-de-aquino.html

sexta-feira, 19 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um novo padre para a Resistência!


Fonte: http://stdominic3order.blogspot.com.br/2013/07/um-novo-padre-para-resistencia.html
Original aqui: http://www.therecusant.com/apps/blog/show/30583143-a-new-priest-for-the-resistance


Alsigham, Julho 2013

Sua Excelência Dom Williamson confirmou e ordenou condicionalmente o Padre Juan-Antonio Iglesias, um padre espanhol de Santander, Espanha. Pe. Juan-Antonio Iglesias acompanhou os fiéis da Resistência Inglesa na Peregrinação de Reparação, recitando o terço, ouvindo confissões e rezando Missa. Esperamos apresentá-lo depois com suas próprias palavras. Por favor, mantenha em suas orações o padre que está dando um excelente exemplo de fidelidade à Tradição custe o que custar.






quarta-feira, 17 de julho de 2013