quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Extratos de uma conferência de Dom Marcel Lefebvre


[Fonte: http://www.beneditinos.org.br/]


Apresentamos aqui alguns extratos de uma conferência de Dom Marcel Lefebvre. A dita conferência tem várias qualidades. Além de tratar com profundidade da questão da visibilidade de Igreja em meio à crise terrível que atravessamos, traz o pensamento autêntico de Dom Marcel Lefebvre, tal como ele o expôs aos seus padres pouco tempo depois de Dom Gérard Calvet ter feito seu acordo com o Vaticano, respondendo a alguns argumentos teológicos que este desenvolveu numa publicação do jornal Présent do dia 18 de agosto de 1988. Mesmo se em determinadas cartas, como é natural, S. Exa. tenha falado com maiores cuidados na esperança de mover os adversários a compreender e aceitar a Tradição, não resta dúvida de que seu pensamento estava longe de aceitar o Vaticano II ou a Missa de Paulo VI. Dom Lefebvre responde, assim, com antecedência aos argumentos que tentam justificar a atual posição de Campos. (Nossa tradução é tirada da revista Fideliter 66 de novembro/dezembro de 1988, pp. 27-31).


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A Visibilidade da Igreja e a Situação Atual


Dom Marcel Lefebvre

Meus caros Padres,


Penso que vós que saístes dos seminários e que, estais agora exercendo o ministério e que desejastes guardar a Tradição, vós que desejastes ser padres para sempre, como foram os santos padres de outrora, todos os santos vigários e os santos sacerdotes que nós mesmos pudemos conhecer nas paróquias. Vós continuais e representais verdadeiramente a Igreja Católica. Acredito que é necessário convencer-vos disso: "representais verdadeiramente a Igreja Católica".


A Igreja Visível


Não quero dizer que inexista Igreja fora de nós; não se trata disso. Mas há pouco tempo, disseram-nos que é necessário que a Tradição entre na Igreja visível. Penso que se comete aí um erro muito grave.
Onde está a Igreja visível? A Igreja visível é reconhecida pelos sinais que ela sempre deu de sua visibilidade: ela é una, santa, católica e apostólica.
Eu vos pergunto: onde estão os verdadeiros sinais da Igreja? Estão eles na Igreja oficial (não se trata de Igreja visível, mas da Igreja oficial) ou conosco, no que representamos, no que somos? É evidente que somos nós que guardamos a unidade da fé, que desapareceu da Igreja oficial. Um Bispo acredita nisso, outro já não acredita, a fé é diversa, seus catecismos abomináveis estão cheios de heresias. Onde está a unidade da fé em Roma?
Onde está a unidade da fé no mundo? Fomos nós que a guardamos. A unidade da fé espalhada no mundo inteiro é a catolicidade. Ora, esta unidade da fé no mundo inteiro, não existe mais, não existe mais catolicidade. Existem tantas Igrejas católicas quantos Bispos e Dioceses. Cada um possui sua maneira de ver, de pensar, de pregar, de fazer seu catecismo. Não existe mais catolicidade.
E a Apostolicidade? Eles romperam com o passado. Se eles fizeram algo, foi exatamente isso. Eles não desejam mais o que é anterior ao Concílio Vaticano II. Vede o Motu proprio do Papa que nos condena, ele diz muito bem: "a Tradição viva é o Vaticano II": não se deve reportar mais a fatos anteriores ao Vaticano II, isso não significa nada. A Igreja guarda a Tradição de século em século. O que passou passou, desapareceu. Toda a Tradição encontra-se na Igreja de hoje. Qual é esta Tradição? A que ela se liga? Como ela se liga ao passado?
É o que lhes permite dizer o contrário do que foi dito outrora, sempre pretendendo que somente eles guardaram a Tradição. É o que nos pede o Papa: que nos submetamos à Tradição viva. Nós possuiríamos um conceito equivocado de Tradição, visto que ela é viva e evolutiva. Mas, isto é o erro modernista: o Santo Papa Pio X, na encíclica Pascendi, condenou estes termos: "Tradição viva, Igreja viva, fé viva", etc, no sentido que os modernistas os entendem, ou seja, da evolução que depende das circunstâncias históricas. A verdade da Revelação, a explicação da Revelação, dependeria das circunstâncias históricas.
A Apostolicidade: nós nos vinculamos aos Apóstolos pela autoridade. Meu sacerdócio vem através dos Apóstolos; vosso sacerdócio vem através dos Apóstolos. Nós somos filhos daqueles que nos deram o episcopado. Nosso episcopado descende do Santo Papa Pio V e através dele chegamos até aos Apóstolos. Quanto à Apostolicidade da fé, nós cremos na mesma fé que foi a dos Apóstolos. Nós não mudamos nada e nem queremos mudar nada.
E, enfim, a santidade. Não nos faremos louvores e cumprimentos. Se não quisermos considerar a nós mesmos, consideremos os outros, e consideremos os frutos de nosso apostolado, os frutos vocacionais, de nossas religiosas e também dentro das famílias cristãs. Boas e santas famílias cristãs germinam, graças a vosso apostolado. É um fato, ninguém o pode negar. Mesmo nossos visitantes progressistas de Roma constataram a boa qualidade de nosso trabalho. Quando Mons. Perl disse às irmãs de Saint-Pré e às irmãs de Fanjeaux que é com base como a delas que se deverá reconstruir a Igreja, não é um pequeno elogio.
Tudo isso mostra que somos nós que possuímos os sinais da Igreja visível. Se ainda existe uma visibilidade da Igreja hoje em dia, é graças a vós. Estes sinais, não se encontram mais nos outros. Não existe mais neles unidade da fé; ora, é precisamente a fé que é a base de toda a visibilidade da Igreja.
A catolicidade é a fé no espaço. A Apostolicidade é a fé no tempo, e a santidade é o fruto da fé, que se concretiza nas almas pela graça do bom Deus, pela graça dos sacramentos. É completamente falso considerar-nos como se não fizéssemos parte da Igreja visível. É inacreditável. É a Igreja oficial que nos rejeita, não somos nós que rejeitamos a Igreja, longe de nós. Ao contrário, nós estamos sempre unidos à Igreja romana e mesmo ao Papa, evidentemente, ao sucessor de Pedro. Penso que devemos ter esta convicção para não cair nos erros que estão sendo espalhados agora.


Sair da Igreja?


Evidentemente, poderão objetar-nos: “Deve-se, obrigatoriamente, sair da Igreja visível para não perder sua alma, sair da sociedade dos fiéis unidos ao Papa?”
Não somos nós, mas os modernistas que saíram da Igreja. Quanto a dizer "sair da Igreja VISÍVEL" é equivocar-se assemelhando Igreja oficial e Igreja visível.
Nós pertencemos à Igreja visível, à sociedade dos fiéis sob a autoridade do Papa, pois, não recusamos a autoridade do Papa, mas o que ele faz. Nós reconhecemos que o Papa tem autoridade, mas quando ele a usa para fazer o contrário daquilo que lhe é facultado fazer, é evidente que não podemos segui-lo.
Sair, portanto, da Igreja oficial? Em uma certa medida, sim, evidentemente. Todo o livro de Jean Madiran, A Heresia do século XX, é a história das heresias dos Bispos. É necessário, portanto, que saiamos do meio destes Bispos, se não desejamos perder nossa alma.
Mas isso não é suficiente, posto que é em Roma que a heresia se instalou. Se os Bispos são heréticos (mesmo sem tomar este termo no sentido e com as conseqüências do direito canônico), não é sem a influência de Roma.
Se nós nos distanciamos deste tipo de gente, é com a mesma precaução que se toma para com as pessoas que estão com AIDS. Não queremos nos contaminar. Ora, eles estão com AIDS espiritual, uma doença contagiosa. Se quisermos guardar a saúde, não devemos aproximarmo-nos deles.
Sim, o liberalismo e o modernismo se introduziram no Concílio e no interior da Igreja. São idéias revolucionárias e a Revolução, que encontrávamos na sociedade civil, passou para dentro da Igreja. O Cardeal Ratzinger não mais esconde esse fato: eles adotaram as idéias não da Igreja, mas do mundo e eles acham que devem fazê-las entrar na Igreja.
Ora, as autoridades não mudaram sequer uma vírgula de suas idéias sobre o Concílio, o liberalismo e o modernismo. Eles são a anti-Tradição, Tradição como a Igreja compreende e como entendemos. Essa noção não entra no conceito deles. Pois sendo o conceito deles evolutivo, eles são contra essa Tradição fixa, na qual nós nos mantemos. Estimamos que tudo aquilo que nos ensina o catecismo nos vem de Nosso Senhor e dos Apóstolos e que nada mudou. Isto é claro. As três partes do catecismo nos vêm de Nosso Senhor. Por que mudá-las? Nós não podemos evoluí-las. O Credo, os Mandamentos de Deus, os meios de nos salvar, os Sacramentos, o Santo Sacrifício da Missa e a oração, tudo isso, vem diretamente de Nosso Senhor. Tudo isso, é nosso catecismo, que nos é dado, geralmente, com nosso batismo, que nos é colocado entre nossas mãos. Tudo isso é nosso estatuto, desde o momento que Nosso Senhor desejou que todos fossem batizados, que todos adotassem o Credo, o Decálogo, os Sacramentos que Ele instituiu, bem como o Santo Sacrifício da Missa e as orações. Para eles, não, tudo isso evolui e evoluiu com o Vaticano II. O fim atual da evolução é o Vaticano II. É por isso que nós não podemos nos ligar a Roma. Teria sido possível, se tivéssemos podido nos proteger completamente como, de fato, pedíamos. Mas eles não quiseram. Eles recusaram os membros que pedíamos para a comissão, eles recusaram o número de Bispos que pedíamos, recusaram o número de Bispos que eu lhes apresentei. Estava claro: eles não queriam que estivéssemos protegidos. Eles queriam ter-nos diretamente debaixo de seus golpes e poder, assim, impor-nos esta política anti-Tradição da qual eles estão imbuídos.


Roma não mudou


Um exemplo mostra-nos que nada mudou no espírito dos que estão em Roma: em 1º de maio (1988), em Veneza realizou-se um importante congresso sobre a liberdade religiosa nas atuais situações políticas. Esse congresso foi dirigido pelo reitor da Universidade de Latrão, Mons. Pierre Rossano, famoso por suas idéias liberais, e Mons. Pavan, que é o autor de, praticamente, todos os documentos sociológicos publicados desde o Papa João XXIII, de todos os documentos que dizem respeito à sociedade. As encíclicas dos Papas João XXIII, Paulo VI e João Paulo II foram praticamente redigidas por ele. É o grande pensador do Vaticano.
Foram estes dois prelados que fizeram e dirigiram essa reunião de Veneza sobre a liberdade religiosa dentro das situações políticas. É muito interessante notar o que eles dizem a respeito da liberdade religiosa: "Mudança da concepção da liberdade religiosa". Eles não se escondem. Eles falam da influência da Segunda Guerra mundial. Eles buscam motivações longínquas: já sob Pio XII realiza-se uma tomada de consciência da liberdade religiosa, realizada na tragédia da Segunda Guerra mundial. Isso permitiu, para utilizar uma frase estereotipada, A PASSAGEM DO DIREITO DA VERDADE AO DIREITO DA PESSOA.
Examinemos um pouco melhor essa frase. O direito da verdade nos ensina que existe a liberdade da verdadeira religião, mas que o homem não possui a liberdade de escolher a sua religião, de escolher a verdade. Somos feitos e criados com inteligência e vontade livres, não resta a menor dúvida, mas essa liberdade só deve servir para nos fazer aderir à verdade e não a outra coisa. Pois um laço fundamental, essencial, une a liberdade e a verdade. Romper este laço para dizer: a partir de agora, compreendemos que não se trata mais de ligar liberdade com verdade, mas liberdade e natureza humana, é um erro fundamental. Nossa própria natureza, com a inteligência e a vontade, é feita para aderir à verdade. E, eis que agora (e os autores do congresso de Veneza o escreveram em seus relatórios) suprime-se o direito da verdade (que é o laço que por natureza une o sujeito à verdade) para colocar em seu lugar o direito da pessoa, um direito inteiramente independente. Esse direito estaria fundado sobre a natureza, mas considerada dentro de sua dignidade de sujeito livre, ou seja, autônomo e sem laços. E os ditos autores precisam que isso deve ser particularmente verdadeiro em matéria religiosa, que trata da orientação da vida. É preocupante. Como se pudéssemos mudar coisas tão profundas na natureza. Deus nos criou para a verdade, Ele não nos deu a liberdade para escolhermos o erro. Não é possível. Não temos o direito ao erro. Ora, praticamente, é a isto que conduz a liberdade religiosa: permitir à natureza de escolher livremente a sua verdade, é dar-lhe direito ao erro.
E, segundo essa teoria, todos os países deveriam aceitar isso, sem se lhe opor no limite da ordem pública. Mas a ordem pública é muito extensa! Estas sociedades deveriam aceitar o ecumenismo, a laicização dos estados, a liberdade de culto. Elas deveriam reconhecer como diretivas tudo aquilo que o homem pode retirar de si mesmo, as idéias que puderem conceber, os conceitos religiosos forjados por eles mesmos.
Depois da afirmação da liberdade religiosa, eles reafirmam o princípio absolutamente revolucionário da Declaração dos Direitos do homem. É verdadeiramente um princípio satânico: "non serviam", “eu não quero servir”, não quero ser submisso à verdade. Mas se Deus nos impõem uma verdade, assim será. "Aquele que não crer será condenado". Que exista a tolerância religiosa pelo fato das pessoas enganarem-se, é admissível, mas o princípio da liberdade religiosa não existe e não pode existir.
Eu tinha que vos dizer isso, para que vejais bem, que Roma não mudou em nada. Não é uma acusação vazia, mas retirada dos relatórios oficiais da reunião de Veneza, que aconteceu recentemente: 1º de maio. O reitor da universidade de Latrão é a cabeça de toda a formação universitária da Igreja de Roma. São os representantes oficiais de Roma. E eis o que eles reafirmam. Nada mudou. Não podemos seguir pessoas como estas. São erros graves, profundos.
Aconteça o que acontecer, devemos continuar, e o bom Deus nos mostra que seguindo esta via nós cumprimos o nosso dever. Não negamos a Igreja Romana. Não negamos a sua existência, mas não podemos seguir suas diretivas. Não podemos seguir os princípios do pós-Concílio. Nós não podemos ligar-nos a eles.


Só existe uma Igreja... a Igreja conciliar!


Percebo a vontade de Roma de nos impor suas idéias e suas maneiras de ver. O Cardeal Ratzinger sempre me diz: "Mas Excelência, existe apenas uma Igreja, não se deve fazer uma Igreja paralela". Qual é esta Igreja, para ele? A Igreja conciliar, é evidente. Quando ele nos disse explicitamente: "Evidentemente, se lhe damos, neste protocolo, alguns privilégios, o senhor deve, também, aceitar o que fazemos; e conseqüentemente, na Igreja São Nicolas-du-Chardonnet deve-se celebrar uma Missa Nova todos os domingos", vós bem vedes que eles querem nos arrastar para a Igreja conciliar. Isso não é possível, pois, é claro que eles querem nos impor essas novidades para acabar com a Tradição. Eles não concederão nada por estima pela liturgia tradicional, mas, simplesmente, para enganar aqueles a quem eles o oferecem e para diminuir nossa resistência, encontrar uma brecha no bloco tradicional para destruí-lo. É a política deles, sua tática consciente. Eles não se enganam, e vós conheceis a pressão que eles fazem. Entre vós, alguns já foram pressionados pelo Bispo ou por outrem para deixardes a Tradição. Eles fazem esforços consideráveis em todos os lugares.
As irmãs de Saint-Pré foram visitadas pelo Pe. Philippe que tentou doutriná-las. Mas vos asseguro que ele não foi recebido de braços abertos. O Bispo de Carcassonne ofereceu amizade e compreensão para com as irmãs de Fanjeaux e ao nosso Pe. Pozzera. E o bispo também foi devidamente convidado a se retirar. Mas eles continuam. Eles voltarão. O Pe. Innocent-Marie telefonou-me recentemente e me disse que ele estava sendo vítima de pressões do Bispo de Angers. Agora eles não cessarão de tentar nos capturar. É verdadeiramente incrível essa guerra movida contra a Tradição. [...]
Penso que se deve evitar tudo aquilo que puder manifestar, por meio de expressões muito duras, nossa desaprovação àqueles que nos deixam. Não devemos enchê-los de epítetos que podem ser vistos como injuriosos. Isso de nada nos serve, pelo contrário. Pessoalmente, sempre tive essa atitude para com aqueles que nos deixam - e Deus sabe quantas vezes isso aconteceu durante a história da Fraternidade; a história da Fraternidade é quase que a história das separações - Sempre tive como princípio: não mais ter relações, acabou. Eles nos deixaram, eles irão a outros pastores, a outros rebanhos: nenhuma relação mais. Tanto aqueles que partiram como "sedevacantistas" quanto aqueles que nos deixaram por não sermos suficientemente papistas, todos tentaram engolfar-nos em uma polêmica. Eu nunca respondi uma palavra. Rezo por eles, é tudo. [...]

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

OTRO VALIENTE SACERDOTE, EL PADRE SAUER (DISTRITO DE ALEMANIA), SE UNE A LA RESISTENCIA.


FUENTE: PIUS.INFO

El nuevo Superior de Distrito de Alemania, Padre Firmin Udressy, anunció el sábado que el Padre Frank Sauer (nacido en 1943, ordenado Sacerdote en 1984) dejó la FSSPX el 19 de agosto de 2013. El Padre Sauner se unió al Padre Zaby y a las Carmelitas de Brilon-Wald.

¡DEO GRATIAS!

VERDADEIRO E FALSO CRISTIANISMO

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Gederson Falcometa]
14 de maio de 2011

● A VERDADEIRA VIDA não consiste unica e exclusivamente em se alimentar e beber, em divertir-se e provar emoções e prazeres. Tudo isto sozinho não tem saída, não tem fim nem ideal: leva a morte sem esperança de ressurreição. É uma vida puramente animal a qual falta o essencial daquilo que nos torna homens: o “racional”, ou seja, conhecer a Verdade e amar o Bem com uma perspectiva sobrenatural e eterna. O homem, na verdade, é um “animal racional” (Aristóteles). O cristão além de homem tem em si a ordem sobrenatural, Deus, presente na sua alma, através da Graça santificante, mas de maneira limitada e finita.
● O CRISTIANISMO INTEGRAL é uma coisa séria, não conhece meias medidas, os compromissos, os acomodamentos e as misturas dos princípios. Dos princípios absolutamente certos (Fé e Moral) tira conclusões lógicas, que levam a uma vida feita de Conhecimento da Verdade (Fé) e amor do Bem (Caridade). Mas não se pode conhecer o Verdadeiro sem combater o falso e o erro; não se pode amar o Bem sem odiar ou separar-se do mal. “Militia est vita hominis super terram” (Jó). É preciso ser absolutamente integro e intransigente nos princípios, mesmo se “elásticos”, misericordiosos e compreensivos por uma fragilidade e limitação nas questões de meios e de práticas.

● “A GRAÇA NÃO DESTRÓI A NATUREZA, a pressupõe e a aperfeiçoa” (Santo Tomás de Aquino). Portanto, devemos antes ser verdadeiros homens e em seguida bons cristãos. Na verdade, A vida natural é a união da alma com o corpo, a vida sobrenatural ou cristã é a união da alma com Deus. A morte é a separação da alma do corpo, a danação é a separação da alma de Deus por causa do pecado.
● Ser VERDADEIRO E INTEGRALMENTE CRISTÃO significa caminhar para uma meta que é Deus, sem desviar para a direita ou para a esquerda, por quanto a humana limitação possa permiti-lo. Uma das recomendações principais que devemos nos fazer sempre é aquela de não mentir jamais a nós mesmos e a Deus que vê cada coisa mesmo os pensamentos mais recônditos. É preciso aderir a Verdade mesmo se não nos dá prazer e se nos repugna.
● O verdadeiro CRISTIANISMO é o contrário do MODERNISMO (“a cloaca para qual confluem todas as heresias”, São Pio X) para o qual não existe uma Verdade absoluta, objetiva, estabelecida, mas tudo é produzido pelas exigências ou pelo capricho humano. Deus é o produto do homem! Que absurdidade, depravação e degeneração! O modernismo é uma religião arruinada, infernal, degenerada e invertida. Pelo contrário, o verdadeiro cristianismo integral tem um único Fim, objetivo, o qual para se compreender é preciso estar disposto a tudo, mesmo a renegar ou dizer não a nós mesmos, aos nossos caprichos, interesses, gostos e prazeres, em resumo o eu corrompido pelo pecado original que ao invés é idolatrado pelo modernismo subjetivista. Eis a contraposição irreconciliável entre cristianismo e modernismo, entre Cristo e Satanás, entre luz e trevas, entre “eu” falso e ferido e Deus.
● Esta é a nossa Fé, mas “a Fé sem as obras é morta” (S. Tiago II, 20). Então, é necessário tirar-lhes as conclusões e aplicar-lhe na vida prática e cotidiana. Saber e querer devem caminhar juntos, o solo conhecimento “incha”, a sola vontade é cega. Nós somos feitos para “conhecer, amar e servir Deus e mediante isto salvar a nossa alma” (Catecismo de São Pio X).
● bom uso das criaturas é indispensável para a verdadeira e boa vida cristã. As criaturas (compreendendo nós) são meios e instrumentos aptos a nos fazer compreender o Fim Ultimo que é um só: Deus. Então, não devemos servir lhes mas fazer uso delas (no sentido bom e não utilitarista do termo). Isto é,  se lhes emprega “tanto quanto nos ajudam a colher o Fim, nem mais nem menos” (S. Inácio de Loiola). Também nós somos criaturas e meios para os outros. Não devemos nos trocar pelo Fim. Isto é narcisismo desordenado não cristianismo. A ordem é o meio ordenado ao Fim.
● desordem é quando o homem se coloca no lugar de Deus. Todos os maus derivam desta desordem, que é a subversão da ordem divina. OModernismo é essencialmente esta revolução antropocêntrica. Não é um pecado de fraqueza ou fragilidade, mas do espírito e de firme propósito, cientificamente estudado e firmemente desejado. Deus não é o primeiro ou o Fim nem no intelecto, nem na vontade e nem sequer na sensibilidade do homem, mas o Homem é o “Fim” para si mesmo (Gaudium et spes, 24) e Deus uma produção sua!
● “Et ab occultis meis munda me”, de fato, cada um de nós ainda que não seja modernista, pode por fraqueza, colocar Deus em segundo plano, mesmo não explicitamente ou não plenamente consciente, mas praticamente no bem que faz ou acredita fazer.   Estas são as imperfeições que não vemos plenamente ou não queremos ver, procurando ocultá-las aos nossos olhos. Mas não podemos escondê-las aos “olhos” de Deus. Fazemos o bem para “glorificar” o nosso amor próprio mais que para dar glória só a Deus. É falta de pureza de intenção. É preciso ter atenção, porque “o homem olha a ação, mas Deus a intenção” (Imitação de Cristo) e no dia do Juízo nos encontraremos de mãos vazias diante de Deus, tendo feito o bem para nós mesmos e para a nossa “glória” através de uma secreta e imperceptível complacência nas nossas capacidades e ações. Devemos fazer caso só ao olhar de Deus e ao seu Juízo. Se nos deixamos influenciar pelos olhos e pelos juízos do homem significa que Deus não tem praticamente e realmente o primeiro lugar em nós. Devemos apenas pensar naquilo que acontece em nós de bem, para agradecer a Deus ou de mal para nos corrigirmos e não naquilo que acontece em torno de nós: seria respeito humano. Quando nos colocamos no primeiro lugar, na prática se não com palavras, vivemos na mentira. “Todos os males da nossa vida derivam do excessivo temor de desagradar aos outros ou do desejo desordenado de ser apreciados por eles” (Imitação de Cristo). Devemos pedir a Deus a luz e a força para endireitar esta falha, que subsiste na profundeza da nossa alma. Somente quando Deus for o primeiro na nossa vida, não só em palavras, mas também nos fatos, então seremos verdadeiramente cristãos.
● Orgulho Humildade. A verdadeira humildade de coração e não só de palavras consiste na verdade. A nossa vida é criada e nos é dada por Deus para Deus. A falsidade é pensar que a nossa vida é dirigida por nós e para nós.
 Docilidade e Fortaleza são as duas virtudes de que precisa o verdadeiro cristão para suportar, aceitar e agir. Docilidade na aceitação e virilidade na ação. Sem docilidade a fortaleza se transmutaria em crueldade e sem fortaleza a docilidade em covardia. Devemos unir estas duas virtudes, como o intelecto e a vontade. Para dar um exemplo: temos amigos, mas também inimigos. É fácil viver com os amigos (ainda se apenas um é verdadeiro amigo que não trai jamais: Jesus Cristo). “O inimigo de hoje talvez será o amigo de amanhã e o amigo de hoje poderá ser o inimigo de amanhã” (Imitação de Cristo). Humanamente falando é difícil viver com os inimigos. Então, é preciso saber transformar em tesouro, sobrenaturalmente, das alegrias de uns e das penas dos outros para exercitar a virtude da paciência e de fortaleza. Penas e jóias são meios que devem nos ajudar a chegar ao Fim que é Deus. Tudo deve servir para o nosso desenvolvimento: louvores e afrontas. Se vivemos apenas para o nosso prazer não colocamos Deus no primeiro lugar. Ao invés, se Deus é realmente o Fim ultimo da nossa vida, então, as alegrias dos amigos e as penas dos inimigos nos ajudaram como instrumentos para nos unir a Deus. Peçamos a ele a graça de “saber suportar quem nos é adverso e de evitar quem nos adula e lisonjeia” (Imitação de Cristo).  
● Aceitar Fazer. Esta é a vida cristã. Aceitar tudo aquilo que Deus permite, mesmo aquilo que nos repugna, para fazer a Vontade de Deus, mesmo se é crucificante. Cruz deriva do latim cruciari, ou seja, ser atormentado. Quem recusa de ser atormentado recusa a Cruz e Jesus, e então se fecha o Paraíso. A verdadeira união com Deus é a união moral ou da Vontade, é a uniformidade a Vontade de Deus. Estou realmente em comunhão, ou em união de vida comum com Deus, se aceito a Sua Vontade em tudo aquilo que me acontece e faço o meu dever ainda que me pese e não me agrade.
● Encontramo nos mais uma vez diante da oposição per diametrum entreCristianismo e Modernismo. O primeiro aceita das mãos de Deus tudo, alegrias e dores; “Deus deu, Deus tirou, seja bendito o Nome do Senhor!” (Jó). O segundo nos diz que “Deus” é um produto das necessidades do subconsciente humano, para tornar o homem feliz e satisfeito por si na experiência ou no sentimentalismo religioso. Deus é uma excrecência do egoismo humano para saciar-se maiormente a si, é qualquer coisa que o homem se dá para ser ainda mais realizado como Homem.
● Aparência Realidade. Forma e substância. Tudo aquilo que o egoísmo chama adversidade ou felicidade é a aparência, a superfície, sob a qual se esconde a substância: a Vontade de Deus, como Jesus está realmente presente sob as aparências ou espécies da hóstia de pão. Ora, se queremos fazer a Vontade de Deus devemos aceitar das suas mãos tudo: as alegrias e as dores. A Vontade de Deus está em toda parte e nós devemos ser felizes em toda ocasião, mesmo nas aparências da adversidade, vendo a substância da divina Vontade, que somente pode nos dar a verdadeira paz da alma. Certamente esta paz, impermutável do coração, que nada altera no fundo da alma, mesmo se a sensibilidade lhe ressente, não é fruto dos nossos esforços, mas da Graça de Deus. Peçamos lhe a Deus: é o dom mais precioso que podemos obter: calmos e compostos na alegria, calmos e serenos na dor.
● Verdadeira Paz Social. “Não existem profissões baixas, existem apenas homens baixos”. Qualquer profissão, qualquer condição social é querida por Deus. Como no corpo humano existem os pés, as pernas, o coração e a cabeça, assim é no corpo social. E como os pés não podem fazer nada sem a cabeça, assim a cabeça não pode desprezar os pés porque são “baixos” (Apólogo de Menênio Agripa).
● Meditação não serve para obrigar a Deus a fazer a nossa vontade, mas para obtermos a força para fazer a Sua vontade. Rezar, sobretudo mentalmente, significa nos aproximarmos de Deus, entrar em comunhão de pensamento e de vontade com Ele. Se todos os nossos pensamentos e as nossas reflexões se tornam oração, então, encontraremos a verdadeira união com Deus e a verdadeira paz da alma.
Conclusão
● Tudo isto parece exagerado e impossível. Do ponto de vista puramente natural o é, mas: “tudo posso Naquele que me fortalece” (São Paulo). Todavia o egoísmo, a própria comodidade, o capricho são quase onipresentes nas nossas obras e na nossa natureza ferida pelo pecado original. É preciso sempre retornar aos princípios do cristianismo, decididos a segui-los até nas suas ultimas consequências, sem acomodar lhes aos nossos caprichos. Os princípios não conhecem acomodamentos: 2+2=4, sempre 4 não quase 4 ou 4 e alguma coisa. Ao invés, quando se trata de método, de como empregar os meios podemos ser elásticos e concretos.Firmeza nos princípios porque se acredita, doçura nos meios porque se ama. Se nos deixarmos dominar por caprichos no campo dos princípios seremos “canas agitadas pelo vento”. Os caprichos por definição mudam continuamente e sem um porque. Se faltam os princípios ou se são diluídos em água,serão menos os verdadeiros cristãos, para dar lugar aos meio-cristãos. O cristão deve esforçar-se para ser um alter Christus.
Ora,
1º) Cristo é Deus e como Deus não muda, assim o cristão deve procurar não mudar continuamente os princípios do seu agir.
2º) Cristo é verdadeiro homem, então não devemos destruir a natureza humana em nós, mas educá-la e elevá-la sobrenaturalmente.
3º) Em Cristo a natureza humana e a divina são unidas na Pessoa do Verbo, mas não são misturadas, confundidas, são mantidas na sua integridade da Pessoa divina. Assim o cristão deve procurar subordinar e unir a natureza a Graça, recorrendo ao Verbo divino.
4º)Cristo não tem pessoa humana, existe uma só Pessoa divina que faz subsistir em Si a natureza divina e a humana. Assim o cristão deveria procurar perder a sua falsa personalidade humana ferida pelo pecado original, para fazer viver em si a Pessoa de Cristo. “Vivo, iam non plus ego, sed Christus vivit in meMihi vivere Christus est et mori lucrum” (San Paolo). Somente os santos, que fizeram viver perfeitamente Cristo em si e perderam a sua velha personalidade feridade e desordenada, são homens normais, cristãos perfeitos e integrais, porque aniquilaram a independência do falso “eu” diante do Eu de Cristo.
Portanto,
1º) devemos trabalhar pelo aperfeiçoamento do elemento divino em nós, mediante a Graça santificante;
2º) do humano mediante a educação e a submissão da sensibilidade ao intelecto e a vontade;
3º) devemos em seguida unir a nossa pessoa humana a divina, afastando todo obstáculo entre Ele e nós;
4º) e enfim perder ou uniformizar totalmente a nossa vontade ou personalidade a Vontade divina, nos fazendo guiar por Ele.
 São Paulo nos convida “Somos fortes no Senhor, confiemos em seu poder. Nos revistamos da armadura de Deus para resistir aos assaltos do diabo. Porque a luta que devemos sustentar não é contra os seres feitos de carne e sangue, mas contra os príncipes das trevas, contra os espíritos malignos. Aos rins o cinto da verdade; ao peito a couraça da justiça; aos pés a calçadura do Evangelho; no braço o escudo da fé; na cabeça o elmo da esperança; nas mãos a espada do espírito” (Efes., VI, 10-17).
● Não podemos permanecer indiferentes contra os assaltos ao que para nós é mais precioso: a nossa Fé, a nossa Religião, o nosso Deus e a Sua Igreja. Se conseguirmos ser fiéis a severidade dos princípios e da disciplina projetada, nada poderá nos aterrorizar e a vitória final será nossa e sobretudo de Deus conosco. Se temos ideias verdadeiras e não aguadas na cabeça, amor sobrenatural no coração e na vontade, sangue regenerado pelo Sacrifício de Cristo nas veias, poderemos fazer alguma coisa de pequeno no mundo presente. Na verdade, há um poder, que não é nosso, mas do qual podemos participar neste mundo, que triunfa sobre tudo e está é a nossa Fé (I Jo.,V, 4).

d. CURZIO NITOGLIA

14 de maio de 2011

SERMÓN DEL DOMINGO XIV DESPUÉS DE PENTECOSTÉS.- R.P. RENÉ TRINCADO.

“Fiel no es quien solamente cree que Dios es Todopoderoso, sino el que cree que lo puede todo con Dios” San Juan Clímaco.

El Evangelio nos habla de la confianza en Dios. La confianza profunda en Dios es una de las cosas más difíciles de encontrar en las almas, aun en las almas buenas, pero una de las más necesarias. De su falta proviene la preocupación, la angustia, la inquietud, la tristeza y la consiguiente imposibilidad de avanzar en la virtud. Se puede decir que la confianza es la clave de la santidad.

Os digo: no andéis preocupados por vuestra vida en cuanto a qué comeréis, ni por vuestro cuerpo en cuanto a con qué os vestiréis.¿Pero es que acaso no necesitamos todo eso? Sí, y se nos manda trabajar o esforzarnos, pero evitando la preocupación, dice San Jerónimo. Debemos estar ocupados pero no preocupados, esto es, ocupados antes de tiempo con temores y angustias. Sobre el necesario equilibrio entre confianza y esfuerzo o acción, hay una máxima de San Ignacio que dice: “actúa como si todo dependiera de ti, pero sabiendo que todo depende de Dios.”

Mirad las aves del cielo que no siembran, ni siegan, ni amontonan en graneros; y vuestro padre celestial las alimenta. ¿Pues no sois vosotros más que ellas? Junto a nuestros cuidados, esfuerzos o diligencias está la divina providencia. Debemos creer eso.

¿Y por qué andáis preocupados por el vestido? Considerad los lirios del campo cómo crecen, no trabajan ni hilan: os digo, pues, que ni Salomón con toda su gloria fue cubierto como uno de éstos. Pues si a la hierba del campo, que hoy es y mañana es echada en el horno, Dios la viste así, ¿cuánto más a vosotros, hombres de poca fe? Si Dios cuida tanto de las flores, cuya vida es muy breve, ¿abandonará acaso a los hombres a los que ha creado, no para un tiempo limitado, sino para que vivan eternamente? Porque el alma es inmortal. No debemos pensar que seremos abandonados por un Dios que “nos amó hasta el extremo” y se entregó a la muerte por nosotros.

Dice "hombres de poca fe", porque es muy pequeña y limitada aquella fe que no está segura aun de las cosas mínimas, como la comida y el vestido. Y nosotros solemos caer en lo mismo…

Cristo no quiere la preocupación y anima a la confianza que proviene de creer verdaderamente que Dios es Dios: que es Bueno, Omnipotente y Providente. Somos “hombres de poca fe”, pues aunque no negamos los dogmas de la fe católica, desconfiamos de la bondad y de la omnipotencia divinas.

"No os preocupéis, pues, diciendo qué comeremos, o qué beberemos, o con qué nos cubriremos, porque los gentiles se afanan por estas cosas, y vuestro Padre celestial sabe que necesitáis de todas ellas”. Comenta San Juan Crisóstomo que no dijosabe Dios”, sino sabe vuestro Padre”, para inspirarnos más confianza. Si es padre no podrá despreciar a sus hijos.

Nuestro señor nos da el remedio contra la preocupación: fundarnos en laconfianza que surge de la fe, de la esperanza y de la caridad, y que aumenta en nosotros esas virtudes. Por eso dice "buscad primero el reino de Dios y su justicia". Debemos buscar primero el reino de Dios y su justicia como nuestro verdadero bien y fin; y lo demás como necesario para esta vida, vida que, a su vez, es un medio para alcanzar la otra (San Agustín). “El reino de Dios” es el premio de las buenas obras (el Cielo), y su justicia” el camino de  piedad por el que se va al reino (la vida devota, la santidad).

No debemos preocuparnos por “la añadidura” si buscamos primeramente el Reino de Dios y su justicia, porque "lo demás se nos dará por añadidura", esto es, lo recibiremos si no ponemos impedimento, dice San Agustín. ¿Y cómo ponemos impedimento? Si buscamos “la añadidura”como teniendo igual o mayor importancia que “el reino de Dios y su justicia”; o incurriendo en la preocupación. Ahora bien, como estas cosas se nos dan por complemento o añadidura, el Médico Divino -dice San Agustín- a quien todos nos hemos confiado, sabe cuándo debe concedernos la abundancia, y cuándo la escasez, según lo que nos conviene en cuanto a riqueza o pobreza, salud o enfermedad, alegría o tristeza, fervor o aridez, etc. Y si alguna vez sufrimos carencias en cuanto a las cosas necesarias para la vida, creamos que eso lo permite el Señor para nuestra prueba, para que obtengamos el reino buscado.

Santa Teresa del Niño Jesús nos enseña la confianza en Dios. Ella, que fue “la santa más grande de los tiempos modernos”, según palabras de San Pío X. Grande por haberse hecho muy pequeña en las manos de Dios, como un niño en los brazos de su madre, por medio de una confianza llena de humildad, de fe, de esperanza y de caridad. "Mi caminito es el camino de una infancia espiritual, el camino de la confianza absoluta", decía.

Frecuentemente los fieles se quejan de que les parece que les falta amor a Dios. En una carta escrita a su hermana, Santa Teresita dice: "la confianza, y nada más que la confianza, es lo que debe conducirnos al amor” (al amor perfecto, a la caridad ardiente). En esas pocas palabras resume su mensaje, nos revela la clave de su gran santidad y el motor de su existencia. Si la fe abre el alma a Dios como el arado abre la tierra, la confianza la abre enteramente y hace posible el fruto. Es por la confianza Dios queda libre para hacer su voluntad en el alma. Esa voluntad se cumple en la medida de la confianza que Dios encuentra en el alma. Antes de que Dios dé la confianza a los que se la piden, Él estará presente en el alma, aunque limitado, como encadenado y “pequeño”. Pero “pequeños” debemos ser nosotros, no Él. Si nosotros somos pequeños -por la confianza- Él será grande en nuestras almas. Es el gran mensaje de la santa más grande de nuestro tiempo.

“Fiel no es quien solamente cree que Dios es Todopoderoso, sino el que cree que lo puede todo con Dios” dijo San Juan Clímaco. La falta de confianza en Dios es una cierta infidelidad. Un ejemplo: los fieles que saben que los pecados veniales se perdonan de varios modos, además de la absolución sacramental, pero en la práctica no están dispuestos a prescindir de las “seguridades” de la confesión. No comulgan porque tienen pecados veniales, aunque aprendieron en el catecismo que la comunión sacramental se los perdona. Además de desconfianza, también puede haber algo de orgullo en eso, si en el fondo piensan que la comunión es un premio para los perfectos, cuando en realidad es un remedio para los pecadores.

Otro ejemplo de falta de confianza en Dios: “ceder a la tentación de utilizar medios impuros para lograr la victoria en una guerra justa” (P. Calmel). Eso es exactamente lo que pasó y pasa con la FSSPX. Se ha querido hacer uso de medios menos rectos o francamente retorcidos para lograr la “normalización” o “regularización” de la congregación y la conversión de Roma: violación de la decisión del capítulo del 2006, secreto indebido, expulsiones injustas, diplomacia mundana, concesiones inaceptables en algunos puntos de doctrina, uso constante de un leguaje confuso, pusilánime, doble, ambiguo; etc.


El Corazón Inmaculado de nuestra Madre está lleno de confianza. A Ella, que todo lo consigue de Dios, recurramos pidiendo la santa confianza mediante el Rosario diario.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PEQUENO CATECISMO SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II.

Por um Noviço do Mosteiro da Santa Cruz
Primeira Parte                                

1 - O QUE FOI O CONCÍLIO VATICANO II?

O Concílio Vaticano II foi o 21 Concílio Ecumênico da história da Igreja Católica e segundo que se fez no Vaticano, realizado de 1962 a 1965. Foi, em numero de participação, a maior concentração de Padres Conciliares reunidos na Basílica de São Pedro. Mas quantidade não é sinônimo de qualidade, tão pouco de verdade. Pois esse Concílio foi à vitória do Modernismo[1].

2 - QUEM FEZ A ABERTURA DO CONCÍLIO VATICANO II?

Quem fez o anuncio da convocação do Concílio Vaticano II, em 25 de janeiro de 1959 no Mosteiro beneditino de São Paulo Extramuros aos 17 Cardeais, três meses depois de assumir o pontificado (já que ele assumiu como pontífice dia 28 de Outubro de 1958), e o inaugurou, ou seja, fez sua abertura, foi o papa João XXIII em 11 de Outubro de 1962, quarto ano de seu pontificado. Oficialmente, a Constituição “Humanae salutis” de 25 de Dezembro de 1961 anunciou a convocação para Outubro de 1962. Assim, o motu próprio “Consilium” de 2 de Fevereiro de 1962 estabeleceu o inicio para 11 de Outubro de 1962. Precisamente, essas são as datas fixas do nascimento do Concílio Vaticano II.

3 - QUANTAS SESSÕES TEVE O CONCÍLIO VATICANO II?
O Concílio Vaticano II teve no decorrer de seus quatro anos, quatro sessões:[2]
A Primeira Sessão – de 11 de Outubro a 8 de Dezembro do ano de 1962
A Segunda Sessão – de 29 de Setembro a 4 de Dezembro do ano de 1963
A Terceira Sessão – de 14 de Setembro a 21 de Novembro do ano de 1964
A Quarta Sessão – de 14 de Setembro a 8 de Dezembro do ano de 1965

4 - QUEM FEZ O ENCERRAMENTO DO CONCÍLIO VATICANO II?

Quem fez a celebração do encerramento do Concílio Vaticano II foi o papa Paulo VI em 8 de Dezembro de 1965, sucessor de João XXIII que devido a sua morte em 3 de Junho do ano de 1963, deu continuidade e finalidade ao Concílio.

5 - QUANTAS PESSOAS PARTICIPARAM DO CONCÍLIO VATICANO II?

Dos Padres Conciliares, teve mais de dois mil bispos reunidos. Fala-se de 2.400 [3]

6 - O CONCÍLIO VATICANO II FOI UM CONCÍLIO PASTORAL OU DOGMÁTICO?

O Concílio Vaticano II foi um concílio meramente pastoral, o próprio papa João XXIII expressou esse desejo na sua alocução de abertura de não querer dogmatiza nada do que nele fosse apresentado, ou seja, não quis usar da infalibilidade nos documentos promulgados, logo, a aplicação de seus ensinamentos não é infalível. Sendo apenas instruções, diretrizes oferecidas ao campo da vida pastoral da Igreja.

Vejamos o que disse João XXIII no seu discurso de abertura em não querer dogmas no Concílio:

“A finalidade principal deste Concílio não é, portanto, a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja, repetindo e proclamando o ensino dos Padres e dos Teólogos antigos e modernos (...). Para isso não havia necessidade de um Concílio. (...) o espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências, é necessário que esta doutrina certa e imutável (...) seja aprofundada e exposta de forma a responder as exigências do nosso tempo. Uma coisa é a substância do “depositum fidei” (...) e outra é a formulação com que são enunciadas (...). Será preciso atribuir importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração (...), cujo caráter é prevalentemente PASTORAL”.[4]

Recorramos as perguntas do número 26 do livro de Pe. Matthias Gaudron:[5]

Em que o Vaticano II difere dos Concílios anteriores?

O Concílio Vaticano II declarou não querer ser mais que um “Concílio pastoral”, que não define as questões de Fé, mas dá diretrizes pastorais para a vida da Igreja. Renunciou á definição de dogmas e assim, á infalibilidade que pertence a um Concílio. Seus documentos não são, portanto, infalíveis.

Nunca houve, então, outro Concílio “pastoral” antes do Vaticano II?

Todos os Concílios da Igreja foram pastorais. Mas o foram definindo os dogmas: desmascarando os erros; defendendo a Doutrina Católica; e lutando contra as desordens disciplinares e morais. A originalidade do Vaticano II foi á de querer ser “pastoral” de uma maneira nova, recusando-se a definir dogmas, a condenar os erros, e mesmo a apresentar a Doutrina Católica de modo defensivo.

O Vaticano II não promulgou documentos dogmáticos?

O Vaticano II promulgou dezesseis textos: nove decretos, três declarações e quatro constituições. Dentre estas, duas são ditas “Constituições Dogmáticas”: Lumem gentium (sobre a Igreja) e Dei verbum (sobre a Revelação). Isso não significa que tenham proclamado dogmas ou que sejam infalíveis, mas apenas que tratam de uma matéria referente ao dogma. O Vaticano II se recusou a definir o que quer que seja de modo infalível; Paulo VI o sublinhou explicitamente em 12 de Janeiro de 1966, algumas semanas após o seu encerramento:

“Tendo em vista o caráter pastoral do Concílio, este evitou proclamar de modo extraordinário dogmas dotados da nota de infabilidade”.

A “pastoralidade” do Vaticano II caracteriza-se pela adaptação da Igreja ao nosso tempo?

Todos os Concílios adaptaram a Igreja ao seu tempo. Mas o fizeram anatematizando os erros do dia; punindo os desvios morais ou disciplinares da época; armando a Igreja contra seus inimigos. A adaptação não visava a se conformar ao século, mas a melhor resistir-lhe. Não se tratava de agradar ao mundo, mas de o confrontar e de o vencer, para agradar a Deus. João XXIII e Paulo VI procuraram, ao contrario, tornar a Igreja Católica sedutora para o homem moderno.

João XXIII e Paulo VI exprimiram essa intenção?

João XXIII declarou em 14 de fevereiro de 1960:

“O fim primeiro e imediato do Concílio é o de apresentar ao mundo a Igreja de Deus, no seu perpetuo vigor de vida e de Verdade, e com sua legislação adaptada ás circunstâncias presentes, de modo a ser sempre mais conforme á sua divina missão e estar mais pronta as necessidades de hoje e de amanhã. Em seguida, se os irmãos que se separaram e que ainda estão divididos entre si virem se concretizar o comum desejo de unidade, poderemos lhes dizer então, com uma viva emoção: é a vossa casa; a casa daqueles que trazem o sinal de Cristo”.[6]

O Cardeal Montini, futuro Paulo VI, declara, em abril de 1962:

“A Igreja se propõe, pelo próximo Concílio, a entrar em contato com o mundo (...) Ela se esforçará para ser (...) amável em sua linguagem e na sua maneira de ser”.

E, durante o Concílio, Paulo VI, afirmava, na sua encíclica Ecclesiam Suam:

“A Igreja poderia se propor a realçar os males que podem se encontrar no mundo, a pronunciar anátemas e suscitar cruzadas contra eles (...); parece-nos, ao contrário, que a relação da Igreja com o mundo (...) pode se exprimir melhor sob a forma de um dialogo” (80).

O Vaticano II se quis, desde o inicio, portanto, como um Concílio de abertura a de diálogo?

De fato, os membros da Comissão Preparatória estabelecida por João XXIII pensavam dever organizar um Concílio normal. Tiveram um enorme trabalho para esboçar esquemas que pudessem servir de base aos debates conciliares. Mas, durante esse tempo, o Secretário para a Unidade dos Cristãos, igualmente estabelecido por João XXIII (em junho de 1960), trabalhava num outro sentido. Finalmente, a verdadeira intenção de João XXIII prevaleceu: no inicio do concílio, livrara-se dos esquemas preparatórios, julgados demasiado “doutrinais”, e o Concílio se comprometeu com a via preparada pelo Secretariado para a Unidade.

Que conclusões se pode tirar dessa política de abertura levada a cabo pelo Concílio Vaticano II?

Percebe-se claramente que o Concílio vaticano II não foi um Concílio como os demais. Os textos que promulgou, fruto de um “diálogo” com o mundo, são mais textos diplomáticos ou “publicitários” (destinados a dar uma boa imagem a Igreja) do que textos magisteriais (ensinando com autoridade e precisão Verdades da Fé). Nenhum dos textos conciliares é, de si, infalível.

O Vaticano II não foi infalível enquanto órgão do Magistério Ordinario?

Alguns pretendem que, mesmo que o Vaticano II não tenha produzido atos de Magistério Extraordinário, a infalibilidade pertencer-lhe-ia enquanto órgão do Magistério Ordinário Universal, porque quase todos os bispos do mundo nele se fizeram presentes. Além disso – dizem – o ecumenismo e a liberdade religiosa são ensinados hoje pelos bispos do mundo inteiro, o que equivale também ao exercício do Magistério Ordinário Universal, que é infalível.

Porém essa argumentação está viciada. O Vaticano II, Concílio “pastoral”, recusou a comprometer sua autoridade para definir o que quer que fosse; não impôs a liberdade religiosa e o ecumenismo como Verdades de Fé, por isso escapando ao Magistério Extraordinário. Mas, de uma cajadada só, escapou também do Magistério Ordinário infalível. Pois não pode haver infalibilidade se os bispos não certificam, com autoridade, que o ensinamento que dispensam pertence ao Depósito da Fé (ou é-lhe necessariamente ligado) e que deve ser tido como imutável e obrigatório.[7]

As autoridades atuais da Igreja reconhecem a não infalibilidade do Vaticano II?

O Vaticano II não foi infalível, foi o que afirmou expressamente o Cardeal Ratzinger em 1988, dizendo:

“A verdade é que o Concílio, ele mesmo, não definiu nenhum dogma e procurou se situar num nível mais modesto, simplesmente como um Concílio pastoral. apesar disso, numerosos são aqueles que o interpretam como se se tratasse de um ‘superdogma’ que sozinho tem a importância”[8][9]

Por que as autoridades se apegam tanto ao Concílio, já que reconhecem que ele não é infalível?

De fato, o Vaticano II é, desde a origem, objeto de um jogo desonesto. Durante o Concílio, insistiu-se sobre seu caráter pastoral para evitar se exprimir com precisão teológica; mas, depois, deseja-se lhe dar uma autoridade igual ou mesmo superior àquela dos Concílios anteriores. Esse jogo desonesto foi denunciado por um dos participantes do Concílio, Mons. Lefebvre, a partir de 1976:

“É preciso, então, desmitificar este Concílio, que eles quiseram pastoral em razão de seu horror instintivo pelo dogma e para facilitar a introdução oficial de idéias liberais em um texto eclesiástico. Mas, terminada a operação, dogmatizaram o Concílio, o compararam ao de Nicéia, o pretendem semelhante aos outros, senão superior!”[10][11]

7 – O QUE PODEMOS PRESUMIR?

Podemos presumir que, se o próprio Concílio não definiu dogmas em matéria de fé e moral, seus documentos não são dogmáticos, não têm caráter dogmático. Isso vale de modo claro, de modo evidente a todas as suas constituições. Ou seja, todos os documentos do Concílio não são infalíveis, são falíveis, podem falhar. Nenhum está inseto de ter erros.

Segunda Parte

8 – QUANTOS DOCUMENTOS EXATAMENTE O CONCÍLIO VATICANO II PROMULGOU?

O Concílio Vaticano II promulgou: 16 documentos – entre eles; 4 constituições, 9 decretos e 3 declarações.

9 – QUAIS FORAM OS DOCUMENTOS PROMULGADOS PELO CONCÍLIO VATICANO II?

Os Documentos foram:

Das Constituições

1 – Constituição sobre a Sagrada Liturgia “Sacrosanctum Concilium” (SC), 4 de Dezembro de 1963.

2 – Constituição Dogmática sobre a Igreja “Lumen Gentium” (LG), 21 de Novembro de 1964.

3 – Constituição Dogmática sobre a Revelação divina “Dei Verbum” (DV), 18 de Novembro de 1965.

4 – Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo contemporâneo “Gaudium Spes” (GS), 7 de Dezembro de 1965.

Dos Decretos

1 – Decreto sobre as Igrejas Orientais “Orientalium Ecclesiarum” (OE), 21 de Novembro de 1964.

2 – Decreto sobre o ecumenismo “Unitatis redintegratio” (UR), 21 de Novembro de 1964.

3 – Decreto sobre a atividade missionária da Igreja “Ad Gentes” (AG), 7 de Dezembro de 1965.

4 – Decreto o múnus pastoral dos bispos na Igreja “Christus Dominus” (CD), 28 de Outubro de 1965.

5 – Decreto sobre o ministério e a vida dos presbíteros “Presbyterorum Ordinis” (PO), 7 de Dezembro de 1965.

6 – Decreto sobre a atualização dos religiosos “Perfectae Caritatis” (PC), 28 de Outubro de 1965.

7 – Decreto sobre a formação sacerdotal “Optatam Totius” (OT), 28 de Outubro de 1965.

8 – Decreto sobre o apostolado dos leigos “Apostolicam Actuositatem” (AA), 18 de Novembro de 1965.

9 – Decreto sobre os meios de comunicação social “Inter Mirifica” (IM), 4 de Dezembro de 1963.

Das Declarações

1 – Declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs “Nostra Aetate” (NA), 28 de Outubro de 1965.

2 – Declaração sobre a liberdade religiosa “Dignitatis Humanae” (DH), 7 de Dezembro de 1965.

3 – Declaração sobre a educação cristã “Gravissimum Educationis” (GE), 28 de Outubro de 1965.

10 – QUAIS OS PRINCIPAIS DOCUMENTOS QUE CONTRADIZEM A DOUTRINA CATÓLICA E OS ENSINAMENTOS DOS PAPAS ANTERIORES AO CONCÍLIO VATICANO II?

Praticamente todos os documentos têm um ou outro erro incompatível com a Doutrina Católica. Por que neles se vomita uma noção que não é católica, de um espírito não-católico. Esse espírito é o espírito liberal, modernistas, progressista da Igreja Conciliar, oriunda do Vaticano II. É verificável que nenhum texto do Vaticano II escape de um erro, eles são ambíguos, equivocados, contrários aos ensinamentos tradicionais em muitos pontos. Mas, em evidência, os principais documentos que contradizem os ensinamentos da Doutrina Católica e dos Papas anteriores ao Concílio ( ou seja, Gregório XVI, Pio IX, S. Pio X, Leão XIII, Pio XI, etc.) são: Constituição Dogmática sobre a Igreja “Lumen Gentium”, Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo contemporâneo “Gaudium Spes”, Decreto sobre o ecumenismo “Unitatis redintegratio”, Declaração sobre a liberdade religiosa “Dignitatis Humanae”, Declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs “Nostra Aetate”. Lembremo-nos que esses são apenas alguns focos (os mais ruins, os piores) dos documentos do Concílio, mas tem muitos outros que estão estragados e ainda outros que estão liberalmente podres.

11 – QUANTAS FORAM E QUAIS FORAM AS PRINCIPÁIS QUESTÕES DISCUTIDAS NO CONCÍLIO VATICANO II, OU SEJA, AS MAIS IMPORTANTES E PROBLEMÁTICAS?

As principais questões que se discutiram no Concílio Vaticano II, também as que foram mais importantes e problemáticas, foram três – A liberdade religiosa, o ecumenismo e a colegialidade episcopal, sendo as duas primeiras mais nocivas e perigosas a Doutrina Católica.

12 – O QUE SIGNIFICA CADA UMA DELAS?

Sobre a liberdade religiosa:

O que ensina o Vaticano II sobre a liberdade religiosa? A declaração do Vaticano II sobre aliberdade religiosa, Dignitatis Humanae (n. 2), afirma:

Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito á liberdade religiosa. Essa liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coação, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos ou de qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em publico, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites.[12]

Como o Vaticano II justifica a liberdade religiosa?

O decreto sobre a liberdade religiosa funda-se sobre a dignidade da pessoa humana: “O Concílio declara, além disso, que o direito á liberdade religiosa tem seu fundamento na dignidade da pessoa humana, tal como a fizeram conhecer a Palavra de Deus e a razão mesma".[13] [14]

Sobre o ecumenismo:

O que se entende por ecumenismo?

O nome ecumenismo designa o movimento que teve origem no século XIX entre os não católicos e que tem por objetivo a colaboração e a aproximação das diversas confissões do Conselho Ecumênico de Igrejas.[15]

O mesmo contorno de espírito conduziu, em seguida, a aproximar-se das religiões não cristãs. É o que se chama diálogo inter-religioso.[16]

Qual foi a atitude da Igreja para com esse movimento ecumênico?

No inicio, a Igreja Católica claramente tomou distancia. Só na época do Concílio Vaticano II é que o ecumenismo a integrou oficialmente.[17]

O Vaticano II tratou do ecumenismo e do diálogo inter-religioso?

O Vaticano II consagrou ao ecumenismo um decreto especial, intitulado Unitatis redintegratio. Promulgou também a declaração Nostra aetate, que trata das relações da Igreja com as religiões não cristãs.[18]

Qual julgamento fazer sobre o ecumenismo a partir da Fé Católica?

A Igreja Católica sendo a única Igreja fundada por Cristo e a única a possuir a plenitude da Verdade, a unidade dos cristãos apenas pode ser restabelecida pela conversão e pelo retorno ao seio dos indivíduos ou das comunidades separadas.

Tal é o ensinamento de Pio XI em Mortalium animos; “A união dos cristãos não pode ser buscada de outro modo que não seja favorecendo o retorno dos dissidentes á única e verdadeira Igreja de cristo, a qual tiveram, um dia, a infelicidade de abandonar.”[19]

É tão simplesmente a conseqüência lógica da reivindicação da Igreja de sozinha possuir a Verdade, pois somente pode haver verdadeira unidade religiosa na Verdadeira Fé.[20]

Qual é a nova concepção de ecumenismo?

No Vaticano II, a Igreja adotou uma nova atitude, que corresponde a uma nova doutrina. A Igreja Católica não foi mais apresentada como a única sociedade religiosa que leva á salvação. As outras confissões cristãs, e mesmo as religiões não cristãs, foram consideradas também expressões (sem dúvida menor perfeita, mas ainda assim válidas) da religião divina, de caminhos que realmente levam a Deus e á salvação eterna. Não é mais uma questão de conversão dos não católicos á Igreja Católica, mas de diálogo e de pluralismo religioso.[21]

Sobre a colegialidade episcopal:

O que é a colegialidade episcopal?

Segundo a Tradição, cada bispo tem autoridade sobre sua diocese (e somente sobre sua diocese), e o papa sozinho tem jurisdição sobre a Igreja Universal. [22]

Terceira Parte

13 – O QUE TEM DE ERRADO NESSES DOCUMENTOS?

Sobre a liberdade religiosa:

Quais são as conseqüências da liberdade religiosa?

A primeira conseqüência da liberdade religiosa pregada pelo Vaticano II foi que os Estados ainda católicos tiveram que mudar sua Constituição. A liberdade religiosa trouxe a laicização do Estado e uma descristianização sempre mais avançada da sociedade. Como se dão os mesmos direitos a todos os erros; a verdadeira Fé desaparece sempre mais. O homem que, por sua natureza decaída, tende geralmente a seguir a via mais fácil, tem necessidade da ajuda das instituições católicas. Numa sociedade marcada pela Fé Católica, muito mais homens salvarão sua alma do que numa sociedade em que a religião é um negócio privado e a verdadeira Igreja deve existir ao lado das inumeráveis seitas, que possuem os mesmos direitos que Ela.[23]

Sobre o ecumenismo:

Quais são as conseqüências do ecumenismo?

As conseqüências do ecumenismo são a indiferença religiosa e a ruína das missões.  É hoje uma opinião geralmente difundida entre os meios católicos de que alguém se pode salvar muito bem em qualquer religião. O apostolado missionário não tem mais nenhum sentido, e acontece com freqüência que se recuse receber na Igreja convertidos de outras religiões, que, entretanto, queriam se tornar católicos. A atividade missionária se tornou uma ajuda social. Isso está em flagrante aposição á ordem de Nosso Senhor: “Ide, ensinai a todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” (Mt. 28,19).[24]

O ecumenismo não é uma exigência da caridade fraterna?

O ecumenismo, tal como pregado pelo Concílio Vaticano II, não é uma exigência da caridade fraterna, mas um crime cometido contra esta. O verdadeiro amor exige, com efeito, que se deseje e que se faça o bem ao próximo. Em matéria religiosa, isso que dizer conduzir seu próximo á Verdade. É, pois, um sinal de verdadeiro amor o que davam os missionários, ao abandonar pátria e amigos para pregarem Cristo em país estrangeiro, em meio a perigo e fadigas indizíveis. Muitos deram a própria vida, abatidos por doenças ou pela violência. O ecumenismo, ao contrario, deixa os homens em suas falsas religiões e mesmo nelas os endurece. Abandona-os, pois, ao erro e ao imenso perigo da condenação eterna. Se essa atitude é mais confortável do que o apostolado missionário, não é precisamente um sinal de caridade, mas sim de preguiça, indiferença e respeito humano. Os teólogos ecumênicos agem como os médicos que estimulam uma pessoa gravemente doente em suas ilusões, em vez de adverti-la sobre a gravidade de seu estado e curá-la.[25]

Sobre a colegialidade episcopal:

O que é a colegialidade episcopal?

 O principio da colegialidade episcopal lesa o exercício pessoal da autoridade. O papa e os bispos são convidados a dirigir a Igreja em comum, de modo colegiado. Em conseqüência, o bispo só é chefe de sua diocese, na teoria; na pratica, está ligado, ao menos moralmente, ás decisões da Conferencia Episcopal, dos Conselhos Presbiterais e das diferentes assembléias. Até Roma não ousa mais se afirmar diante das Constituições Episcopais; cede freqüentemente ás suas pressões.[26]

De onde vem essa idéia de colegialidade episcopal?

O principio da colegialidade episcopal se aproxima do modo como os  cismáticos orientais concebem a autoridade na Igreja. Encontra-se também a influencia da idéia de igualdade propagada por Jean-Jacques Rousseau e pela Revolução Francesa. Rousseau negava a existência de uma autoridade desejada por Deus e atribuía todo poder ao povo. Está em oposição ao ensinamento da Sagrada Escritura:

“Que cada um se submeta ás autoridades instituídas. Pois não há nenhuma autoridade que não venha de Deus. Tanto é assim que aquele que resiste á autoridade rebela-se contra a ordem estabelecida por Deus” (Rom 13, 1-2).[27]

Quarta Parte

14 – DE TUDO QUE FOI APRESENTADO SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II, O QUE PODEMOS CONCLUIR?

Podemos concluir as seguintes observações:

As forças liberais e modernistas, que já minavam a Igreja, conseguiram colocar as mãos sobre o Concílio Vaticano II. Pode-se então dizer, que o Vaticano Ii foi à faísca que deflagrou uma crise que se preparava já de longa data na Igreja.[28]

Graças ao apoio de João XXIII e Paulo VI, as forças liberais e modernistas introduziram nos textos do Concílio, um grande número de suas idéias. Antes do Concílio, a Comissão Preparatória havia preparado com cuidado, esquemas que eram o eco da Fé da Igreja. É sobre esses esquemas que a discussão e o voto deveriam ter sido feitos; mas eles foram rejeitados na primeira sessão do Concílio e substituídos por novos esquemas preparados pelos liberais.[29]

Todos os textos do Vaticano II devem ser rejeitados?

Pode-se dividir os textos do Concílio Vaticano II em três grupos:

1) Alguns poderiam ser aceitos, pois estão conformes á Doutrina Católica, como, por exemplo, o decreto sobre a formação dos padres;

2) Outros são equívocos, isto é, podem ser interpretados em sentido errôneo;

3) Alguns, enfim, não podem ser compreendidos num sentido ortoxodo; na sua atual formulação, não podem ser aceitos. É o caso da Declaração sobre a Liberdade Religiosa.

Os textos ambíguos podem ser aceitos se forem – segundo a expressão de Mons. Lefebvre – interpretados á luz da Tradição.

Os textos do terceiro grupo não podem ser aceitos antes de terem sido retificados.[30]

Mas por quê?

Por que temos que levar em conta o fato de que, eles (os textos), foram feitos pelas mãos dos liberais e modernistas, que colaboraram nas redações dos documentos sem a mais elementar das virtudes: a honestidade ( como disse Dom Lefebvre), tendo como intenção a aplicação do espírito do Concílio e do Concílio, ele mesmo. Levando isso em consideração, podemos cogitar suspeitas bem fundamentadas a respeito da maioria dos sentidos das palavras nos textos do Concílio. É evidente que muitas das suas termologias sofrem de muita falta de clareza. Alguns textos para serem interpretados com fé e verdade precisam estar ao farol da Tradição e outros são inaceitáveis, devem ser rejeitados, descartados ou convertidos, retificados totalmente. A perversão do léxico do Concílio foi aberta, mundana, praticamente total no modo de expor suas idéias. Sem falar que sua linguagem é um tanto anticatólica. Seus textos são ambíguos e contribuem com a descristianização da sociedade. ( isso também disse Dom Lefebvre)

De onde vem o caráter ambíguo de alguns textos do Vaticano II?

Os equívocos foram introduzidos voluntariamente nos textos conciliares para enganar os padres conservadores. Enchia-se-lhes de ilusões, insistindo sobre o fato de que o texto não queria, no fundo, dizer nada diferente do que o que a Igreja havia sempre ensinado. Mas, ma seqüência, foi possível apoiar-se sobre essas passagens para defender teses totalmente heterodoxas.[31]

Quinta Parte

 15 – O QUE PODEMOS CONCLUIR?

Podemos concluir que o Concílio Vaticano II não foi obra de Deus, tão pouco foi o Espírito Santo que o inspirou... Esse Concílio foi perverso, desastroso, catastrófico, uma ruína nas colunas sacrossantas da Igreja Católica. Ele (o Concílio) está destruindo, ou pelo menos, contribuindo com a destruição da Doutrina Católica, da Fé de sempre, ele está contribuindo com a autodemolição da Igreja de Cristo, do Cristo Rei. E diante disso, diante dele (do Concílio), nunca calaremos nossas vozes para denunciá-lo como uma obra diabólica, dos piores inimigos da Santa Igreja, tal obra, não veio de outro lugar, se não da cabeça dos liberais e modernistas. A Igreja Conciliar subsiste[32], Ela está ocupada, ocupada por quem? Por eles, os modernistas, os progressistas, mas por quê?  Um mistério... Só Deus o sabe. Isso é um fato. Pois, a Igreja de Cristo, não são as reforma conciliar (vindas do Concílio Vaticano II), a Esposa de Cristo é a Igreja Católica, e a Doutrina Católica vem e é de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Peçamos a Deus, a Nosso Senhor, a Maria Santíssima, a São Tomás de Aquino, a Santa Terezinha do Menino Jesus e a São Pio X a força necessária para enfrentarmos, sem desânimo, o grande e constante combate pela Fé Católica nessa crise que assola a Igreja. Pois essa crise é de Fé, é grave, muito grave, e tem por agente causador o Vaticano II. Ele causou e continua a causar a ruína, a demolição, o desaparecimento da fé católica.

 A exemplo de Santa Mônica que rezou com constância e fervor pela conversão de seu filho Agostinho, tenhamos uma firmeza na oração e uma perseverança inabalável na fé, a fim de podermos continuar, com oração e apostolado, defendendo a Sã doutrina em sua integridade e incorrupção.

U.I.O.G.D.