quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Construção da Capela.

Amigos (as),

Salve Maria!

Quinze dias antes da Festa de Cristo Rei fizemos uma post pedindo ajuda para terminarmos o banheiro da Capela e começarmos a construção do presbitério. O objetivo deste post é prestar contas aquelas pessoas que colaboraram conosco. 

Praticamente terminamos o banheiro, nos falta apenas a instalação de porta, vaso e pia ( Que já estão comprados). Além do banheiro nós fizemos outros serviços na parte externa da capela. Foi feito um piso, levantamos uma parede e rebocamos as paredes que estavam sem acabamento.( Falta uma parede)

Quanto ao presbitério nós estamos em processo de instalação das janelas e compramos o quadro de Cristo Rei. 

Vejam algumas fotos da obra e do presbitério tal como está hoje:










É notório que faltam muitas coisas para termos a Capela concluída. O segredo diante de tanto trabalho é nunca pararmos. Não podemos deixar de investir na Capela, mesmo que seja um investimento mínimo.

Pedimos aos leitores que apoiam a construção da Capela que abracem este principio conosco. O principio de nunca deixar de investir, mesmo que seja minimamente. As vezes é mais fácil conseguir 10 que possam doar R$10 do que 1 que possa doar R$100. Se todos que apoiam colaborarem mensalmente com aquilo que podem a obra seguirá adiante e logo será concluída. 

Pedimos perdão caso algum leitor(a) se sinta incomodado(a) com tantos pedidos de ajuda. Queríamos nós ter as condições de construir a Capela por conta própria. Mas não temos condições. Dependemos da generosidade e solicitude dos bons católicos.

Viva Cristo Rei!







terça-feira, 29 de outubro de 2013

A demolição da Igreja em estado avançado! O que nos espera 2017?



O Papa Francisco encara “com profunda gratidão ao Senhor Jesus Cristo” os “numerosos passos dados nas últimas décadas nas relações entre Luteranos e Católicos”, e isso “não só através do diálogo teológico, mas também mediante a colaboração fraterna em múltiplos âmbitos pastorais”. 

Recebendo nesta segunda-feira, uma Delegação da Federação Luterana Mundial, juntamente com membros da Comissão Luterano-católica para a unidade, o Santo Padre recordou que o “ecumenismo espiritual constitui, num certo sentido, a alma do nosso caminho em direcção à plena comunhão”.


O Papa Francisco congratulou-se com o facto de ter sido publicado recentemente, em vista da comemoração dos 500 anos da Reforma, um texto da Comissão luterano-católica para a unidade intitulado “Do conflito à comunhão. A interpretação luterano-católica da Reforma em 2017”. 


“Parece-me verdadeiramente importante para todos o esforço de confrontar-se, em diálogo, sobre a realidade histórica da Reforma, sobre as suas consequências e sobre as respostas que lhe foram dadas. Católicos e Luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas perante Deus, alegrando-se ao mesmo tempo pela nostalgia de unidade que o Senhor tem despertado nos nossos corações e nos faz olhar em frente com esperança”. 

Fonte: Frates in unum

O Cavalo Vermelho - Símbolo do Comunismo



Dom Bosco disse a alguns que lhe rodeavam depois do almoço:

— Este mês teremos que assistir a um funeral.

Em distintas ocasiões repetiu o mesmo uma e outra vez, mas sempre ante um reduzido número de ouvintes. 

Estas confidências despertavam nos clérigos uma grande curiosidade, de forma que, nas horas de recreio, quando as ocupações o permitiam, rodeavam ao (Santo) com a esperança de ouvir de seus lábios alguma novidade, e uma delas foi, como o compreenderam mais tarde, a intenção de (São) João Dom Bosco de fundar um instituto para atender às meninas. Em efeito, assim o consignaram por escrito Dom Bonetti e Dom César Chiala. 

Em 6 de julho o bom pai narrou a alguns de seus filhos o seguinte sonho que teve na noite do 5 ao 6 do dito mês. Estavam pressentes Francesia, Savio, (Beato) Miguel Rúa, Cerrutti, Fusero, Bonetti o Cavalheiro Oreglia, Anfossi, Durando, Provera e algum outro.


Esta noite — começou (São) João Dom Bosco — tive um sonho singular. Sonhei que me encontrava com a marquesa Barolo e que passeávamos por uma praça situada diante de uma planície muito extensa. Via os jovens do Oratório correr, saltar, jogar alegremente. Eu queria dar a direita à marquesa, mas ela disse-me:

— Não; fique onde está.

Depois começou a falar de meus jovens e dizia-me:

— É tão boa coisa que se ocupe dos jovens! Mas deixe-me a mim o cuidado das jovens; assim iremos de acordo. Eu repliquei-lhe:

— Mas, me diga: Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para redimir somente aos jovenzinhos ou também às jovenzinhas?

— Sei — replicou — que nosso Senhor redimiu a todos: meninos e meninas.

— Pois bem; eu devo procurar que seu sangue não se derramou inutilmente, tanto para as jovens como para os jovens.

Enquanto estávamos ocupados nesta conversação, eis aqui que entre meus jovens que estavam na praça começou a reinar um estranho silêncio. Deixaram todos seus entretenimentos e deram-se à fuga, alguns para uma parte, alguns para outra, cheios de espanto.

A marquesa e eu detivemos o passo e ficamos durante uns momentos imóveis. Procurando a causa daquele terror demos uns passos para frente. Levanto um pouco a vista e eis aqui que ao fundo da planície vejo descender até a terra um cavalo grande... imensamente grande... O sangue gelou-se nas veias. — Seria como esta habitação? —, perguntou Francesia. — Oh, muito maior! — replicou (São) João Dom Bosco —. Seria de grande e de alto como três ou quatro vezes mais que este local, e mais que o palácio Madama (este palácio é um dos grandes palácios da cidade de Turim). Em resumidas contas, que era uma besta descomunal. Enquanto eu queria fugir temendo a iminência de uma catástrofe, a marquesa Barolo perdeu o sentido e caiu ao chão. Eu quase não podia ter-me de pé, tanto tremiam os meus joelhos. Corri a esconder-me detrás de uma casa que havia a muita distância, mas de lá jogaram-me dizendo:

— Saia, saia; aqui não tem que vir!

Enquanto isso eu me dizia mesmo:

— Quem sabe que diabo será este cavalo! Não fugirei, adiantarei-me para examiná-lo mais de perto. E embora tremesse de pés à cabeça, armei-me de valor, voltei atrás e aproximei-me.

— Ah! Que horror! Aquelas orelhas rígidas! Aquele focinho descomunal!

Às vezes parecia-me ver muita gente em cima dele; outras vezes, que tinha asas, de forma que exclamei:

— Mas isto é um demônio!

Enquanto o contemplava, como estava em companhia de alguns, perguntei a um dos pressentes:

— O que quer dizer este enorme cavalo?

O tal respondeu-me:

— Este é o cavalo vermelho: Equus rufus, do Apocalipse.

Depois despertei e encontrei-me na cama muito assustado e durante toda a manhã, enquanto dizia Missa; no confessionário tinha diante de mim a (memória) daquele animal.

Agora desejo que algum averigue se este "equus rufus", nomeia-se verdadeiramente nas Sagradas Escrituras, e qual é seu significado.

E encarregou a Durando de que procurasse a maneira de resolver o problema. (Beato) Miguel Dom Rúa fez observar que, realmente no Apocalipse, capítulo VI, versículo IV, fala-se do cavalo vermelho, símbolo da perseguição sangrenta contra a Igreja, como explica nas notas da Sagrada Escritura, Mons. Martini. Eis aqui as palavras textuais do livro sagrado:



Et cum aperuisset sigillum secundum, audivi secundum animal, dicens: Veni et vede. Et exivit alius equus rufus: et qui sedebat super illum datum est ei ut sumeret pacem de térra, et ut invicem se interficiant et datus est ei gladius Magnus.


Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo animal clamar: Vem!

Partiu então outro cavalo, vermelho. Ao que o montava foi dado tirar a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

No sonho de (São) João Dom Bosco parece que o cavalo representasse o comunismo, que procedendo furiosamente contra a Igreja avançava conspirando contra a ordem social, sem deter-se nem um só passo; impunha-se aos governos, nas escolas, nos municípios, nos tribunais, desejando realizar a obra destruidora começada com o apoio e cumplicidade das autoridades constituídas, em prejuízo da sociedade religiosa e de todo piedoso instituto e do direito de propriedade.

(São) João Dom Bosco disse:

— Seria necessário que todos os bons e nós em nossa pequenez procurássemos com zelo e entusiasmo pôr um freio a esta besta que irrompe em qualquer parte aloucadamente.

De que maneira? Pondo em guarda aos povos mediante o exercício da caridade e com a boa imprensa que contrarie as falsas doutrinas de semelhante monstro, orientando o pensamento dos povos e os corações para a Cátedra de Pedro. 

Nela está o fundamento indubitável de toda autoridade que procede de Deus, a chave mestra que conserva toda ordem social; o código imutável dos deveres e dos direitos dos homens; a luz divina que dissipa os enganos das mais inflamadas paixões; aqui o fiel guardião e o defensor poderoso da moral evangélica e da lei natural; aqui a confirmação da sanção imutável dos prêmios eternos reservados a quem observa a lei do Senhor e as penas igualmente eternas para os transgressores da mesma.

Mas a Igreja, a Cátedra de São Pedro e o Papa, são uma mesma coisa. Portanto, para que estas verdades fossem acatadas por todos, (São) João Dom Bosco queria que se fizessem toda sorte de esforços por desfazer as calúnias contra o Pontificado e que se dessem a conhecer os imensos benefícios que Roma reporta à vida social e se procurasse avivar em todos os corações, sentimentos de gratidão, fidelidade e amor para a Cátedra de Pedro.

(São João Bosco - M. B. Volume VII, págs. 217-218)

Fonte: http://osegredodorosario.blogspot.com.br/2013/10/o-cavalo-vermelho-simbolo-do-comunismo.html


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Quando resistir ao Papa é um dever.

O caso singular do bispo Robert Grossateste.
Por Cristiana de Magistris | Tradução: Fratres in Unum.com * – O nome do bispo inglês Robert Grossateste (1175-1253) é quase totalmente desconhecido do mundo italiano. Para os poucos que têm alguma erudição, ele é notável por sua genialidade no campo científico, onde suas obras são consideradas de valor inestimável, a ponto de lhe terem merecido o título de “pioneiro” de um movimento científico e literário, bem como de “primeiro” matemático e físico de seu tempo.
Mas Robert Grossetesta foi acima de tudo um Bispo santo, que se distinguiu por seu zelo em promover a salus animarum e por seu amor ao papado.

Mente absolutamente prodigiosa e versada não apenas em estudos científicos, mas também no literário, teológico e bíblico, Robert Grossateste tornou-se bispo de Lincoln em 1235. “Desde que fui nomeado bispo – escreveu – considero-me o pastor e guarda das almas que me comprometo a cuidar com toda a minha força, porque do rebanho que me foi confiado vou prestar estrita conta no Dia do Juízo” [1]. Seu principal objetivo era de “reformar a sociedade através da reforma do clero” [2]. A disciplina austera que exigia de seus sacerdotes era conhecida em toda a Inglaterra: renúncia à recompensa pecuniária, obrigação de residência, reverência na celebração da Santa Missa, fidelidade na recitação do Ofício Divino, educação do povo, total disponibilidade para os doentes e as crianças. Com essas regras, o bispo Inglês, além de elevar o nível das pregações e do ensino do clero, queria melhorar sua conduta moral.
Mas uma das características mais originais de Grossateste foi a sua veneração pelo primado petrino, descrita nestes termos por um de seus biógrafos: “O mais interessante aspecto da teoria de Grossateste na formação e função da hierarquia eclesiástica é a exaltação do Papado. Ele foi provavelmente o papista mais fervoroso e resoluto entre os escritores ingleses medievais.” [3]
Tal veneração pela plenitudo potestatis do Romano Pontífice assume um significado todo especial e um alcance mais interessante em relação à sua próxima resistência a Inocêncio IV.
No ano de 1239, em discurso dirigido ao Decano e ao Capítulo de Lincoln sobre a hierarquia eclesiástica, Grossateste disse: “[...] seguindo o prefigurado no Antigo Testamento, o Senhor Papa tem o primado do poder sobre as nações e sobre os reinos, tem o poder de demolir e erradicar, destruir e dispersar, plantar e construir [...] Samuel era entre o povo de Israel como um sol, assim como na Igreja universal é o Papa e todos os bispos em suas dioceses”. [4]
Em 1237, escreveu ele a um legado pontifício: “Deus não permita que a Santa Sé e os que a presidem, aos quais normalmente cumpre prestar obediência em tudo quanto ordenam, se tornem, pelo contrário, a causa da perda da fé para as pessoas que comandam, o que é contrário aos preceitos de Cristo e à Sua vontade. Deus não permita que para qualquer pessoa verdadeiramente unida a Cristo, não querendo de forma alguma ir contra a Sua Vontade, esta Sé e aqueles que a presidem possam ser causa da perda da fé ou de aparente cisma, ordenando fazer aquilo que se opõe à vontade de Cristo.”
O bispo Grossateste via com horror a simples idéia de desobedecer à autoridade eclesiástica legalmente constituída, pois considerava a obediência como a única resposta adequada a tal autoridade que vem de Deus. Mas a autoridade existe dentro de limites claramente definidos. Não há nenhuma autoridade além desses limites – ultra vires – e recusar-se a obedecer à autoridade quando ela ultrapassa esses limites não é um ato de desobediência, mas a afirmação de que a autoridade está abusando de seu poder. Muitos teólogos, como Suárez, acreditam que é lícito resistir até ao Papa, “se este faz algo manifestamente oposto à justiça e ao bem comum” [5].
Ninguém na Idade Média era tão convencido como Grossateste de que o Papa possuía a plenitudo potestatis. Mas, com os medievais de seu tempo, ele sustentava que tal poder não é um poder arbitrário, e sim um ofício a ele conferido “para o serviço de todo o Corpo (de Cristo)”, que é a Igreja. Tal poder é dado ao Papa para a salvação das almas, para edificar o Corpo de Cristo, e não para destruí-lo. O Papa – nós não devemos nos esquecer – é o Vigário de Cristo, não o próprio Cristo, e deve exercer seu poder de acordo com a vontade de Cristo, e não em manifesto conflito com esta. Deus não permita – dizia Grossateste – que a Santa Sé se torne a “causa” de um aparente cisma, ordenando aos fieis qualquer coisa que se opõe à Vontade de Cristo Senhor.
A ocasião que provocou a resistência de Grossateste dizia respeito ao problema dos benefícios eclesiásticos, cuja primeira função era o cuidado das almas. A complexa relação Igreja-Estado daquele tempo transtornou essa função, sendo os benefícios muitas vezes largamente concedidos a clérigos que não teriam podido (ou querido) de nenhum modo cuidar da grei a eles confiada. Aconteceu de o próprio Papa nomear para [receber] um benefício, uma prebenda ou um cabido, eclesiásticos que com frequência não residiam no lugar para o qual haviam sido designados, ou em alguns casos eram incapazes por um motivo ou por outro de se ocuparem disso. Por sua alta estima ao Papado, Grossateste se opôs a esta prática, que tinha forte odor de simonia e às vezes de nepotismo. Ele aceitou plenamente as nomeações do Papa quando os beneficiários estavam em condição de cumprir as funções para as quais recebiam os benefícios. Tanto o poder papal quanto os benefícios tinham de fato para Grossetesta um único objetivo: a salvação das almas.
O Bispo inglês resistiu a este estado de decadência com todos os meios possíveis, especialmente através de um uso inteligente e sábio do direito canônico. Em 1250, já octogenário, ele foi até Lyon – onde então residia Inocêncio IV – e confrontou-se com o Papa em pessoa. “Ele simplesmente levantou-se [...]. O Papa Inocêncio sentou-se com os seus cardeais e familiares para ouvir o ataque mais veemente e completo que um papa jamais ouviu em pleno uso de seu poder” (6).
O objeto da acusação era a falta de cuidado pastoral, que colocava a Igreja em um estado de profundo sofrimento. “O ofício dos pastores encontra-se em condições miseráveis. E a causa do mal deve ser encontrada na Cúria papal [...] que provê maus pastores para seu rebanho. O que é um ofício pastoral? Suas funções são variadas, mas, em particular, envolve o dever de visitas (aos fiéis) … ” [7]. Agora, como poderia um pastor não residente prover a seu rebanho? A esta questão nem sequer o Papa podia responder. Grossateste, além disso, ensinava mais pelo exemplo do que com palavras. Anos antes, em 1232, ele havia desistido de todos seus benefícios e gratificações, exceto uma prebenda que detinha em Lincoln, algo que o tinha coberto de ridículo aos olhos dos contemporâneos. Mas ele respondeu com estas palavras sublimes que revelam a nobreza de sua alma: “Se forem mais desprezados aos olhos do mundo, então serão mais agradáveis ​​aos cidadãos do céu” [8] .
A heroica visita do Bispo inglês a Inocêncio IV – heroica tanto pela ousadia do evento quanto pela idade avançada de Grossateste – não teve nenhum efeito. O Papa dependia do sistema de comissão para manter a Cúria e para financiar as guerras intermináveis ​​contra Frederico II.
Em 1253, o Papa deu a seu sobrinho, Frederico de Lavagna, um canonicato na catedral de Lincoln. Grossateste recebeu a ordem de colocar em execução a vontade do Pontífice Romano e encontrou-se num terrível dilema. A ordem do Papa era absolutamente legal, já que ele tinha todo o direito de atribuir um canonicato e, como tal, era necessário obedecer. Mas, apesar de ser legal, a ordem era um claro “abuso de poder”, porquanto o sobrinho do papa nunca pusera os pés na terra dos anglos e, portanto, nunca exerceu seu ministério em Lincoln, para o qual, no entanto, teria recebido o benefício.
Neste caso, o Papa usou de seu cargo de Vigário de Cristo em sentido oposto àquele para o qual ele estava revestido. A resposta de Grossateste foi recusar obedecer a uma ordem que era um claro abuso de poder. O Papa naquele momento estava agindo ultra vires, ou seja, além dos limites de sua autoridade. A resistência de Grossetesta não foi pelo fato de ele desconhecer a autoridade do Papa, mas pela imensa estima e respeito que tinha por esta.
O bispo Grossateste se recusou a dar ao sobrinho do Papa o canonicato da Catedral de Lincoln e escreveu uma carta de reclamação e recusa, não para o Papa em pessoa, mas a um comissário, Mestre Inocêncio, através do qual ele recebera a ordem.
Eis o que ele afirma: “Nenhum fiel sujeito à Santa Sé, nenhum homem que não está excluído pelo cisma do Corpo de Cristo e da Sé Apostólica, pode obedecer a determinações, regras ou outras ordens desse tipo, mesmo que elas viessem do mais alto coro de Anjos. Ele deve rejeitá-las e rejeitá-las com toda a sua força. Pela obediência que me liga e pelo amor que tenho à Santa Sé no Corpo de Cristo, como filho obediente eu desobedeço, contradigo e rebelo-me. Não se pode fazer nada contra mim, porque cada palavra minha e cada ação minha não é uma rebelião, mas um ato de honra filial devido ao pai e à mãe por meio do mandamento de Deus. Como eu disse, a Sé Apostólica em sua santidade não pode destruir, mas somente construir. Esta é a plenitudo potestatis: deve fazer tudo para a edificação. Agora, essas chamadas “comissões” não constroem, mas destroem. Elas não podem ser obra da Sé Apostólica, porquanto são ditadas “pela carne e pelo sangue”, que não possuem o reino de Deus, e nem do Pai que está nos céus ” [9].
Comentando essas palavras, W. A. Pantin, em seu estudo sobre a relação entre o bispo Grossateste e o Papado, escreve: “Parece haver duas linhas de pensamento aqui. A primeira, de acordo com a qual aplenitudo potestatis existe para edificação e não para destruição, todo ato tendente à destruição ou à ruína das almas não pode ser considerado um verdadeiro exercício da plenitudo potestatis… A segunda, conforme a qual, se o Papa ou qualquer outra pessoa ordenasse algo contrário à lei de Deus, então seria errado obedecer, e, finalmente, ao se afirmar a própria fidelidade, deve-se recusar a obedecer. O problema básico é que, enquanto a doutrina da Igreja é sobrenaturalmente garantida contra o erro, os ministros da Igreja, do Papa para baixo, não são impecáveis ​​e podem formular julgamentos e emitir ordens erradas”[10].
“Não se pode fazer nada contra mim”, protestou Grossateste, e os acontecimentos deram razão a ele. Quando Inocêncio IV leu a carta, irritado além da medida, queria pedir sua prisão, mas os cardeais o dissuadiram. “Sua Santidade – disseram – não tem nada que fazer. Não podemos condená-lo. Ele é um homem católico e santo, o melhor homem que temos, sem igual entre os outros prelados. O clero francês e inglês sabe disso e nossa intervenção não teria nenhuma vantagem. A verdade contida nesta carta, que é provavelmente conhecida de muitos, poderia empurrar os outros a agir contra nós. Grossetesta é estimado como um grande filósofo, conhecedor da literatura latina e grega, zeloso pela justiça, teólogo, pregador e inimigo de abuso.” [11]
Inocêncio IV percebeu que a melhor coisa a fazer era abster-se de qualquer intervenção. E assim foi. Nesse mesmo ano de 1253, o Grossateste morreu. Em seu túmulo aconteceram muitos milagres e logo se tornou um local de culto e devoção, nem faltaram tentativas para dar início à sua causa de canonização. [12] A Inglaterra possui apenas um outro santo bispo, John Fisher, cujo amor e lealdade para com a Santa Sé não excedia o de Grossateste. Certamente, se este tivesse vivido nos dias de John Fisher, não teria hesitado em dar, como ele, a vida pela Sé Apostólica. Mas também é certo que, se John Fisher tivesse vivido no século XIII, sob o pontificado de Inocêncio IV, teria resistido aos abusos do poder papal.
O caso do bispo Grossateste reveste-se de particular importância, pois sua resistência não é motivada por heresia, em cujo caso é opinião comum que não é necessário obedecer. Ele não defendeu a ortodoxia católica, mas se recusou a colocar em prática uma diretiva do Papa que ele considerava prejudicial para asalus animarum.
O “caso Grossateste” fez história. Sylvester Prierias, insigne dominicano e estrênuo defensor da autoridade papal, em seu Dialogus de Potestate Papae (1517), citando as palavras e o exemplo de Grossateste, afirmou que o Sumo Pontífice pode abusar de seu poder: “Se o Papa quisesse desperdiçar os bens da Igreja ou distribuí-los aos seus familiares, se quisesse destruir a Igreja ou praticar qualquer ato dessa magnitude, então seria um dever impedi-lo e uma obrigação opor-se a ele e resistir-lhe. A razão é que ele não possui o poder de destruir. Disto se segue que, se ele agisse assim, seria legítimo resistir-lhe.”
Durante o Concílio Vaticano I, o caso Grossateste foi mencionado várias vezes, não para condenar a resistência do bispo Inglês, mas para mostrar que a plenitudo potestatis do Romano Pontífice – não obstante a infalibilidade papal que aquele Concílio estava para definir – tem limites bem definidos, não sendo nem absoluta nem arbitrária.
Ecoando as palavras de Grossateste – “a Sé Apostólica em sua santidade não pode destruir, mas apenas construir” – o bispo D’Avanzo disse no Concílio: “Pedro tem tanto poder quanto quis dar-lhe Nosso Senhor, não para a destruição, mas para a edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja.” [13]
E assim, depois de seis séculos, a resistência do maior “papista” dos bispos ingleses do século XIII contribuiu para a definição da infalibilidade pontifícia. Esta é a ironia de Deus, pela qual os Anjos e Santos – e também Grossateste! – se alegram no céu.
* Nosso agradecimento a um caro amigo pela tradução fornecida.

[1] D. A. Callus, Robert Grosseteste, Oxford 1955, p .150.

[2] Ivi, p. 85.

[3] Ivi, p. 183.

[4] Ivi, p. 185.

[5] “Se il papa comanda qualcosa che sia contrario alla morale non bisogna obbedirgli. Se prova a fare qualcosa che sia contrario alla giustizia e al bene comune, è lecito resistergli. Se egli attacca con la forza, può essere respinto con la forza, con la moderazione propria di una giusta difesa”: De fide, disp. X, sect. VI, n. 16.

[6] M. Powicke, “Robert Grossateste, Bishop of Lincoln”, Bullettin of the John Rylands Library, Manchester, vol. 35, n. 2, march 1953, p. 504.

[7] M. Powicke, King Henry III and the Lord Edward , Oxford 1959, p. 284.

[8] D. A. Callus, cit., XIX.

[9] M. Powicke, King Henry III and the Lord Edward , cit., p. 286.

[10] W. A. Pantin, “Grosseteste’s relations with the papacy and the crown”, in D. A. Callus, cit., pp. 190-191.

[11] M. Powicke, King Henry III and the Lord Edward , cit., p. 287.

[12] Cf E. W. Kemp, “The attempted canonization of Robert Grossateste”, in D. A. Callus, cit., pp. 241-246.

[13] J. D. Mansi, Sacrorum Conciliorum nova et amplissa collectio, Parigi 1857-1927, LII, p. 715

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A Tradição Resistente em festa: inaugurada mais uma Missão

Fonte: Pales Ideas


Mais boas notícias! Esta semana foi inaugurada mais uma Missão em terras mineiras: em Betim floresce a Fé Católica fiel à Tradição bimilenar da Igreja, mais um bom fruto de um sadio apostolado. 

primeira Missão inaugurada foi em Ipatinga, a "Missão Cristo Rei"; depois veio a de João Monlevade:"Missão Sagrados Corações de Jesus e Maria", e agora a "Missão Sagrada Família", em Betim. Sem nos esquecermos da "Misión María Reina", em Ciudad Juarez, em México. A Tradição Resistente avança, pelagraça de Deus

Que a Sagrada Família de Nazaré abençoe a Missão de Betim, que se junta oficialmente à Resistência, mostrando que a Providência atua no tempo dEla. 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, em seu Anjos e em seus Santos. 
VIVA CRISTO REI


* * *

Más buenas noticias! Esta semana se abrió otra Misión en tierras mineras (Minas Gerias, Brasil)en Betim florece la fe Catolica fiel a la Tradición bimilenar de la Iglesia, otro buen fruto de un ministerio saludable.

La primera misión fue inaugurada en Ipatinga, la 
"Missão Cristo Rei" (Misión Cristo Rey) y luego vino la de la ciudad João Monlevade"Missão Sagrados Corações de Jesus e Maria" (Misión Sagrados Corazones deJesús y María), y ahora la "Missão Sagrada Família" (Misión Sagrada Familia), en BetimSin olvidar la "Misión María Reina" en Ciudad Juárez, MéxicoLa Tradición Resistente avanza, por la gracia de Dios.

Que la Sagrada Familia de Nazaret bendiga la Misión de Betim, que oficialmente se une a la Resistencia, que muestra que la Providencia actúa en Su proprio tiempo.

¡Alabado sea nuestro Señor Jesucristo, en sus Angeles y en sus Santos.
VIVA CRISTO REY!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Confraria do Rosário






A Confraria do Rosário pretende responder – de acordo com a sua condição – aos pedidos da Santíssima Virgem em Fátima. Rezando afim de que o Papa consagre a Rússia ao Coração Imaculado de Maria pedindo aos bispos de todo o mundo que se unam a ele, ela não esquece o que Nossa Senhora quis nos transmitir através de irmã Lúcia, a saber, que “Deus dava os dois últimos remédios ao mundo: o santo Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria, e sendo estes os dois últimos remédios, isso significa que não haverá outros para ele¹.

Na crise sem precedentes que atravessam hoje a Igreja e o mundo, a bóia de salvação dada pelo Céu para perseverar na verdadeira fé católica e na vida cristã, é pois a devoção dos cinco primeiros sábados do mês e a meditação quotidiana do terço:

  • O primeiro sábado de cada mês: trata-se, em reparação das blasfêmias contra o Imaculado Coração de Maria, de:
     -   Confessar-se (podendo a confissão ser feita dentro de oito dias e mesmo para além deles),
     -  Comungar (Na Santa Missa Tridentina) (por uma razão legítima por um padre, esta comunhão pode ter lugar no domingo a seguir),
      -  Meditar um terço,
     -  Meditar durante um quarto de hora sobre um ou sobre vários mistérios do Rosário (este exercício é distinto da meditação do terço).

Quanto a meditação do terço, queremos dar-vos agora alguns conselhos a fim de que produza o maior número de frutos possível:

-          1. O terço é mais uma meditação do que recitação da Ave-Maria:

O Rosário põe diante dos olhos 15 quadros evangélicos (os mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos). Eles não somente resumem toda a vida cristã mas também encontramos neles a solução para todas as nossas dificuldades, por Nosso Senhor, Nossa Senhora e São José mostram-nos neles como devemos reagir em todas as circunstancias da nossa existência terrestre.

Meditar estes mistérios consiste em revivê-los com o Coração de Maria, em pedir a Nossa Senhora que nos faça penetrar a sua significação profunda, a fim de que possamos reproduzi-los na nossa própria vida.

2. O terço é uma oração de súplica

Digamos com todo o nosso coração estas Ave Marias a fim de mover à compaixão Aquela que a Igreja chama de onipotência suplicante. O terço é a oração mais eficaz depois da Santa Missa e do breviário dos padres e dos religiosos. É mais poderosa do que qualquer outra oração que possamos inventar. Quem poderia saudar a Rainha do Céu com palavras mais belas do que as empregadas pelo arcanjo Gabriel? O que é que pode com certeza tocar o Coração de Maria senão a oração que Ela própria nos deu através do Seu servidor São Domingos?

Mas não recitemos nunca as dezenas sem pedir qualquer coisa de preciso a Nossa Senhora. Sem a graça de Deus, não chegaremos nunca a seguir Nosso Senhor e Nossa Senhora no caminho do Céu, não chegaremos nunca a reunir-nos com Eles. É esta a graça de Deus que nos é preciso implorar em cada dezena a fim de obter a virtude relacionada ao mistério que meditamos. Peçamo-la para nós próprios, peçamo-la, para o nosso próximo, não esquecendo nunca que o essencial é obter a nossa santificação: “Procurai primeiro o Reino de Deus e o resto vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33)

3. Não recitemos os nossos terços demasiado depressa:

“É um dor de alma ver como a maior parte das pessoas rezam o seu terço ou o seu rosário, diz São Luis-Maria Grignon de Montfort. Rezam-no com uma precipitação espantosa e comem até uma parte das palavras. Não se desejaria fazer um cumprimento desta ridícula maneira aos mais insignificantes dos homens, e acredita-se que Jesus e Maria serão com ele honrados! Depois disso, pode ficar-se espantado se as mais santas orações da religião cristã permanecem quase sem nenhum fruto, e se, após mil e dez mil Rosários recitados, não se é mais santo por eles? Parai, querido confrade do Rosário, com a vossa precipitação natural ao recitar o vosso Rosário. […] Uma dezena dita pausadamente ser-vos-á mais meritória do que milhares de Rosários recitados à pressa, sem refletir, nem parar” (O Segredo do Santíssimo Rosário).

4. Como tomar atenção ao mesmo tempo aos mistérios e às Ave Marias?

Sendo o Rosário essencialmente uma meditação ou contemplação, não é necessário, durante esta oração, refletir nas palavras dos Pater e Ave. Essencialmente o que é preciso é meditar ou contemplar a cena evangélica tendo bem no fundo do coração uma instante oração de pedido a fim de obter a graça de que seja Jesus Cristo aquele que nós contemplamos.

5. Uma dificuldade: as distrações.

Quando começamos bem o nosso Rosário, e em seguida o nosso espírito nos escapa contra nossa vontade, a nossa oração não perde dele todos os seus frutos. No entanto, eles teriam sido maiores se nós nos tivéssemos aplicado melhor. Afastemos pois resolutamente as distrações voluntárias que impedem o fruto da oração. Quanto às distrações involuntárias, consequência da fragilidade da humana natureza, afastemo-las docemente, pacientemente, como outras tantas moscas importunas. Elas não tiram o fruto da oração, e, se nos assediam durante todo o tempo do terço, não nos inquietemos com isso. Ofereçamos as nossas dificuldades a Nosso Senhor e a Nossa Senhora, sirvamo-nos delas para conhecermos melhor a nossa miséria, para nos humilharmos, e fiquemos em paz.

6. Rezar o terço em comum:

“As orações feitas em comum avantajam-se muito sobre as orações feitas em privado e têm um poder muito maior” diz o papa Leão XIII. Em lugar duma pobre oração que sobe para o Céu, é a forte oração de 5, 10, 20 pessoas em que o fervor de uns compensa a maior dificuldade dos outros, e em que cada um tem o benefício da oração de todos. Rezai pois o terço em família, suscitai grupos do terço ou juntai-vos aos que já existem. E pois que sois membros da Confraria do Rosário, uni os vossos terços aos dos outros membros não esquecendo nunca de rezar por eles e pelas suas intenções, assim como pelas grandes intenções da Igreja. Vós tornareis assim mais perfeita esta comunhão dos santos que vos une uns aos outros nos quatro cantos do mundo, e formareis um pequeno exército ao serviço do Imaculado Coração de Maria para avançar no dia do seu triunfo.

Os padres dominicanos.

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I - DEVER OU REGRA DOS CONFRADES

Não existe para os confrades um dever que os obrigue sob pena de pecado. No entanto não podem gozar de todas as vantagens da confraria se não recitarem todo o Rosário em cada semana. Tal é o seu único dever. Aqueles que acidentalmente o descuidarem não deixam de pertencer à confraria, mas privam-se de preciosas vantagens. 

O Confrade pode ser membro duma outra confraria (Irmandade do Santíssimo, Sagrado Coração, etc.) ou mesmo das outras associações do Rosário: Rosário Perpétuo, Rosário Vivo, Cruzada do Rosário.

O terço quotidiano e mesmo o Rosário quotidiano é o ideal para o qual se recomenda render progressivamente.

II - VANTAGENS DA CONFRARIA

1º - Proteção especial da Santíssima Virgem: são inumeráveis os testemunhos da história que nos provam as graças e os favores de toda a espécie, mesmo os milagres que os confrades obtiveram da Rainha do Santíssimo Rosário (ex. a vitória de Lepanto, em 7 de Outubro de 1571).

2º - Participação nos bens espirituais acumulados no tesauro comum por todos os confrades reunidos. Igualmente participação nos méritos da grande família dominicana acumulados desde oito séculos.

3º - Numerosas indulgências. Mais de trinta papas enriqueceram a confraria com indulgências. Exemplos de indulgências plenárias:

- No dia da admissão na confraria (mediante confissão e comunhão).
- Em 7 de Outubro (confissão, comunhão e oração pelo triunfo da Igreja). 

Exemplos de indulgências parciais: por recitação do terço; todos os dias pelo fato de trazer constantemente consigo um terço "rosariado"; pela visita a um confrade doente.

Um esclarecimento a respeito dos terços bentos: qualquer padre pode benzer o seu terço utilizando a fórmula própria dos Frades Pregadores, que se encontra no ritual romano (Benedictio coronarum sacratissimi Rosarii B.M.V)., Appendix nº35). 

III - GRAUS DA CONFRARIA

1º GRAU

MEDITAÇÃO DIÁRIA DOS QUINZE MISTÉRIOS DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO

2º GRAU

MEDITAÇÃO DIÁRIA DO SANTO TERÇO

3º GRAU

MEDITAÇÃO SEMANAL DO SANTO ROSÁRIO

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Frades Dominicanos de Avrillé
Convento de la Haye-aux-Bonshommes
F. - 49240 Avrillé

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